Sessão do STF sobre envolvimento de Moraes com Caso Master terá policiamento reforçado

Julgamento ocorre na próxima terça-feira (15) e deve ter esquema de segurança especial, segundo o Governo do Distrito Federal.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
12 de Setembro de 2026 - 18:45
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Legenda: Sessão do STF na próxima terça-feira (15) irá analisar processo envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master.
Foto: Antonio Augusto/STF.

Um esquema de segurança reforçado está sendo preparado para a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), quando a Corte irá analisar o relatório da Polícia Federal que traz o diálogo entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. 

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que irá aumentar o número de agentes de segurança, fará o uso de drones e de monitoramento por câmeras nos arredores da Praça dos Três Poderes.

Também existe a possibilidade de bloqueios caso sejam identificadas manifestações na região. As informações são da Folha de S. Paulo. 

O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Rabelo Patury, disse que a célula de segurança pública já está ativada. O objetivo é acompanhar eventuais movimentações em torno do prédio da Suprema Corte e avaliar cenários de risco.

Também está prevista uma reunião com os membros do STF nesta segunda-feira (14) para definir detalhes sobre o esquema de segurança. 

De acordo com a Polícia Federal (PF), o ministro Alexandre de Moraes teria sido o destinatário de mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro

Entre os episódios revelados estão pedidos de Vorcaro para que Moraes procurasse autoridades responsáveis pelas investigações, conversas relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro, e diálogos ocorridos antes da prisão do ex-banqueiro.

Quais medidas serão adotadas pelo Governo do DF?

O uso de drones deve ser realizado a partir da segunda-feira a noite, seguindo durante a terça-feira, quando será realizada a sessão do Supremo para analisar o processo envolvendo Moraes

Os equipamentos devem auxiliar no monitoramento da movimentação tanto de pessoas como de veículos nos arredores da Praça dos Três Poderes. 

"Todas as câmeras do DF360 (programa que integra câmeras públicas e particulares) estão ativas. Estamos avaliando cenários. Se for mapeada alguma manifestação, estudaremos eventuais pontos de bloqueio", acrescenta Alexandre Rabelo Patury.

Caso não haja manifestações, o reforço na segurança deve se concentrar nas proximidades do Supremo Tribunal Federal. 

Fachin nega julgamento conjunto de Moraes e Mendonça

O ministro Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes haviam solicitado ao presidente do STF, Edson Fachin, que o julgamento de terça-feira também analisasse o relatório da Polícia Federal relacionado ao ministro André Mendonça, que é relator do Caso Master na Corte. 

Contudo, Fachin decidiu que a análise dos dois processos ocorrerá separadamente. A Corte irá analisar, na terça, a apuração relacionada às mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já o caso envolvendo a atuação de Mendonça ficará para o dia 23 de setembro. 

Ao decidir pela separação dos julgamentos, Fachin apontou que os procedimentos estão em momentos processuais diferentes. 

O caso relacionado às mensagens de Moraes já está em condições de ser submetido ao plenário, enquanto a apuração sobre a conduta de Mendonça ainda possui prazos para a apresentação de informações e manifestações.

Aumenta crise no STF 

O tensionamento entre os membros do STF escalonou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que expôs trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, no último dia 1º.

Já no dia 3, Moraes encaminhou a Fachin um despacho com "indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade" de André Mendonça na condução de inquéritos sobre o Banco Master e a fraude no INSS.

Nesta sexta-feira (11), Fachin determinou que o ministro André Mendonça retirasse, em até 24 horas, o sigilo dos procedimentos relacionados às investigações do caso Banco Master. 

No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de 38 processos relacionados ao Caso Master. 

Entre elas, as investigações relacionadas ao filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e também as apurações contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA).

Somados aos levantamentos de sigilo ocorridos antes, 53 ações relacionadas ao Master estão públicas.

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