Dino derruba sigilo de operação relacionada ao filme ‘Dark Horse’

A Operação Make Up apura repasses suspeitos à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
10 de Setembro de 2026 - 16:12
capa da noticia
Legenda: O deputado federal Mario Frias (PL-SP) é um dos alvos da operação Make Up.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o sigilo da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (10). A investigação apura repasses suspeitos à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme ‘Dark Horse’, conforme o g1.

De acordo com o magistrado, há a existência de um só sistema delitivo. Com a movimentação, Dino unificou no STF e Polícia Federal um inquérito que estava com a Polícia Civil de São Paulo.

A investigação paulista apura desvio de emendas parlamentares e contratos de internet com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Prefeitura de São Paulo.

MARIO FRIAS

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) é um dos alvos da operação Make Up. Frias atuou como um dos roteiristas e, também, produtor-executivo de ‘Dark Horse’.

Uma emenda no valor de R$ 2 milhões destinada pelo deputado à ICB, de Karina Gama, está entre os repasses investigados. Ela é também produtora do longa e dona da GoUp Entertainment, responsável pelo filme.

QUASE 50 ALVOS

Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a Operação Make Up objetiva apurar suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, à organização da sociedade civil.

A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. 

As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho de 2026.

Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.

São investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Colunistas

Edição do Dia