Segundo turno no Rio de Janeiro está indefinido e depende de decisão do TSE; entenda

Apesar de o 2º turno ter sido definido pela votação, decisão sobre votos de Garotinho (PRB) ainda pode alterar rumos da eleição no RJ.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Outubro de 2026 - 23:50 (Atualizado às 23:50)
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Legenda: Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) podem disputar o segundo turno no Rio.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Thiago Lontra/Alerj.

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) devem disputar o segundo turno pela vaga de governador do Rio de Janeiro. Com 100% das urnas apuradas, Ruas obteve 49,27% dos votos, enquanto Paes levou 42,76% da votação. No entanto, a disputa, que parecia certa, ainda pode ser anulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Isso porque o candidato Garotinho (PRB), que ficou em terceiro lugar na corrida eleitoral, com 3,17% da votação, tem seus votos considerados "anulados sub judice" no momento, já que sua candidatura foi rejeitada pelo TSE. Caso o órgão decida pela invalidação desses votos, o cálculo da votação de Ruas e Paes pode ser refeito, anulando os eleitores de Garotinho, o que beneficiaria Douglas Ruas.

Com a nova conta, o candidato do PL pode passar dos 50% votos válidos, sendo considerado vencedor no primeiro turno. No entanto, o TSE ainda não divulgou nenhuma decisão sobre o caso, o que mantém a indefinição sobre o segundo turno.

A disputa entre Paes e Ruas no primeiro turno foi acirrada. Enquanto Paes se destacou no início da disputa, Ruas teve crescimento e quase dobrou o desempenho de intenções de votos ao longo da campanha, de acordo com o jornal O Globo.

Os dois candidatos se associaram aos candidatos à Presidência da República para conseguir votos. Enquanto Paes é aliado do presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ruas manifestou apoio diversas vezes ao candidato Flávio Bolsonaro.

Douglas Ruas é, atualmente, deputado estadual do Rio de Janeiro e preside a Assembleia Legislativa do Estado. Já Eduardo Paes foi eleito prefeito da capital em 2020 e reeleito em 2024, renunciando ao cargo em 2026 para concorrer ao Governo estadual. 

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