O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (16), em entrevista à Rede Globo, que não exigirá dos futuros comandantes das Forças Armadas o endosso à sua interpretação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e do período de transição de 2022. Em vez disso, o parlamentar defendeu redirecionar a atuação da estrutura militar para a segurança pública, o combate ao crime organizado e a proteção das fronteiras nacionais.
Questionado sobre se cobraria alinhamento das chefias militares em relação às investigações e aos danos reputacionais decorrentes das suspeitas de envolvimento de militares em tratativas golpistas, Flávio classificou a narrativa sobre a tentativa de golpe como "uma farsa" projetada para afastar a família Bolsonaro da vida pública. Por outro lado, sustentou que o papel das Forças Armadas deve ser reorientado para a defesa territorial.
“Um dos meus primeiros atos como presidente da República vai ser juntar os comandanrtes do Exército, Marinha e Aeronáutica e os chefes das policiais estaduais. Vou fazer uma grande reunião para a gente iniciar… Vamos declarar guerra ao narcotráfico aqui no Brasil a partir de janeiro do ano que vem”, disse.
Ele antecipou ainda a intenção de enquadrar formalmente facções como o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as milícias na categoria de "organizações narcoterroristas".
Flávio afirmou também que assinará a adesão do País ao Escudo das Américas, visando a região da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu. O Escudo é uma coalizão militar, econômica e de segurança coordenada pelos Estados Unidos na América Latina. A iniciativa foi lançada em março deste ano pelo presidente Donald Trump.