Flávio fugiu do compromisso de quebra dos sigilos, diz Camilo Santana: 'Só entregaram procurações'

Camilo acusou Flávio Bolsonaro de ter relação com milícias e com o empresário Willer Tomaz, alvo de diversas investigações por parte da Polícia Federal (PF).

Escrito por Estadão Conteúdo
23 de Outubro de 2026 - 18:30 (Atualizado às 18:35)
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Legenda: Camilo Santana atualizou a situação da abertura do sigilo das contas do presidente Lula e do seu opositor, Flávio Bolsonaro, pelas redes sociais.
Foto: Reprodução/Instagram e Geraldo Magela/Agência Senado.

O coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula (PT), senador Camilo Santana (PT), afirmou nesta sexta-feira (23) que o adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), fugiu do compromisso de abrir sigilos bancários. Segundo o ex-governador, Flávio entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas uma procuração que condiciona a divulgação dos dados a uma eventual decisão judicial da corte.

"Primeiro que eles perderam o prazo, só protocolaram às 00h17 de hoje. E não entregaram absolutamente nada, fizeram uma petição que parece mais uma carta, um panfleto de campanha e só entregaram as procurações", disse Camilo, que leu parágrafo do documento entregue por Flávio que exige que a divulgação dos dados ocorra apenas por decisão judicial.

Camilo acusou Flávio Bolsonaro de ter relação com milícias e com o empresário Willer Tomaz, alvo de diversas investigações por parte da Polícia Federal (PF), incluindo as relacionadas a transações indevidas em bets e no escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O petista argumentou que a população brasileira tem direito de saber "quem é ladrão e quem não é", sem seletividade na divulgação dos sigilos.

O coordenador da campanha de Lula confirmou que o PT fez um requerimento para o ministro do TSE André Mendonça reconsiderar a divulgação dos sigilos, e disse que a petição de Flávio parece combinada com as ações do magistrado, que afastou a responsabilidade da corte de determinar a quebra dos sigilos dos presidenciáveis e arbitrar esse processo.

Além disso, Camilo criticou o adiamento do julgamento do caso Ana Clara, criança assassinada por um policial militar que é defendido por Flávio Bolsonaro, e afirmou que vai protocolar um projeto de lei para proibir que parlamentares advoguem em casos de crimes contra a vida.

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