O momento da votação está se aproximando. Dia 4 de outubro, o eleitorado irá às urnas para escolher os novos representantes políticos do País. Entre os cargos, há o deputado federal, o deputado estadual, dois senadores, o governador e o presidente da República.
Muito vem se falando sobre os candidatos ao Governo Estadual e Federal. Nas ruas, também é comum ver os famosos santinhos, com variadas opções para a Câmara e para as Assembleias, sempre com números de quatro ou cinco dígitos.
Entretanto, o Senado Federal costuma não obter tanta evidência quanto os demais cargos durante o período eleitoral, e o funcionamento de sua votação tende a gerar dúvidas entre os eleitores. Afinal, por que há dois votos para senador nestas eleições? Como funciona a contagem de votos nesse cargo?
Para preparar o eleitor no dia da eleição, o PontoPoder traz, a seguir, explicações para as principais dúvidas em relação à temática. Confira.
O que faz um senador?
O Senado Federal é composto por 81 parlamentares, divididos igualmente em três senadores por unidade federativa. A entidade, junto à Câmara dos Deputados, forma o Congresso Nacional.
Apesar de exercerem funções similares, os deputados representam a população, enquanto os senadores têm o papel de representar os estados e o Distrito Federal.
Ao contrário da Câmara, que elege seus políticos em quantidade proporcional ao número de habitantes por unidade federativa, a ideia dentro do Senado é que todas elas tenham o mesmo peso de representatividade.
Outro diferencial está no tempo de mandato exercido por um senador: oito anos. Ou seja, quem for eleito em 2026 apenas concluirá as atividades na Casa em 2035. Por isso, é importante que o eleitor escolha um candidato alinhado com seus ideais políticos.
Já quanto às funções desempenhadas no cargo, as principais são voltadas à fiscalização dos trabalhos do presidente da República e à revisão de legislações propostas na Câmara. É o Senado que dá o aval final para novas leis e as envia para sanção presidencial.
Por que serão dois senadores eleitos em 2026?
Como os mandatos de senadores têm duração de oito anos, as eleições para a Casa Legislativa acontecem de maneira alternada, renovando-se um terço ou dois terços dos parlamentares a cada quatro anos.
Em 2022, apenas um senador foi eleito por estado. Isso significa que, este ano, ele ainda está completando metade de seu mandato parlamentar, enquanto os outros dois estão chegando ao fim das atividades no Congresso.
Ou seja, será necessário eleger duas novas figuras para ocuparem essas cadeiras pelos próximos oito anos. O eleitor, portanto, só poderá escolher entre os candidatos correspondentes à unidade federativa do seu domicílio eleitoral.
Essa regra é válida para todos os cargos em disputa. Com exceção do presidente da República, o eleitorado não está apto a votar em postulantes de outros estados.
Pode repetir o voto a senador?
Não! Apesar do eleitor ter a possibilidade de digitar o mesmo número na urna duas vezes seguidas, o voto será contabilizado pelo sistema eleitoral apenas na primeira vez.
Caso o mesmo candidato seja escolhido pelo eleitor para as duas vagas de senador, o segundo voto será anulado. A mesma lógica também vale se o sufragista digitar apenas o número do partido na urna.
Lembre-se: não há voto de legenda para senador. O voto apenas será computado se todos os dígitos do candidato forem inseridos na votação. Para o cargo, o sistema eleitoral pede três números.
Mas, então, o que fazer se você não tiver um outro nome para eleger na disputa?
Costumeiramente, em eleições de dois terços, os postulantes fazem as chamadas "dobradinhas" com outros candidatos que estejam alinhados aos seus ideais políticos. Nessa reta final, o melhor a se fazer é pesquisar quem é o outro nome que seu candidato à primeira vaga no Senado está pedindo voto.
Já no momento de votação, ao digitar o número, fique atento se a foto e o nome na urna irão corresponder às escolhas previamente feitas. Além do candidato, a máquina eleitoral também mostrará os dois suplentes escolhidos para sua chapa.
Como funciona a apuração?
As eleições para cargos do Poder Legislativo não têm segundo turno. Ou seja, já será sabido os próximos dois senadores de cada estado neste domingo (4).
Entretanto, diferente da apuração proporcional para vereadores, deputados federais e deputados estaduais, esses parlamentares são eleitos por voto majoritário. Esse é o mesmo sistema utilizado para o sufrágio dos prefeitos, dos governadores e do presidente.
Após a contagem de votos depositados nas urnas, os dois candidatos mais bem votados terão conquistado as cadeiras para o Senado Federal. Ao contrário do primeiro turno para governador e presidente, esses postulantes não precisam obter mais da metade dos votos válidos para se eleger.
Confira quem são os candidatos ao Senado no Ceará
No Estado do Ceará, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou oito candidatos aptos à disputa neste pleito. Destes, há duas duplas engajadas no esquema de "dobradinha", ou seja, pedindo voto para si e para um correligionário de campanha.
Em ordem alfabética, os oito postulantes são:
- Alcides Fernandes (PL);
- Capitão Wagner (União Brasil);
- Catarina Matos (UP);
- Cid Gomes (PSB);
- Guilherme Theophilo (Novo);
- Lino Alves (PCO);
- Luizianne Lins (Rede);
- Reginaldo (PSTU).
Os postulantes Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União) fazem parte da mesma chapa majoritária, a coligação "Unir para Mudar", ao lado do candidato ao Governo do Ceará pela oposição, Ciro Gomes (PSDB).
Já Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) integram a chapa da base governista, a coligação "Ceará forte, do lado certo", junto ao governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT).
Os demais postulantes estão em campanhas individuais e não cumprem uma "campanha casada" com qualquer outro candidato.
O eleitor cearense pode encontrar maiores informações sobre esses nomes, assim como de seus suplentes, no portal Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Jéssica Welma.