Uma suposta proposta apoiada pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) para retirar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil foi negada pelo político. “Respeito todas as religiões e também quem não tem religião”, escreveu ele nas redes sociais.
Em agenda em Minas Gerais, o senador definiu a informação, que começou a circular com força na web na quinta (24), como uma “fake news”. Segundo a CNN, a campanha do candidato avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A repercussão no ambiente digital foi potencializada com um comentário do programa jornalístico “Em Pauta”, da GloboNews, que passou a ser usado fora de contexto. A emissora chegou a se pronunciar afirmando que a informação não procede.
Projeto de 2007 previa mudança no texto do feriado de 12/10
A origem da informação falsa não é identificável, mas a própria GloboNews citou, na nota de retratação, que uma proposta próxima a que foi alvo dos rumores data de dezembro de 2007.
Projeto de lei do então deputado federal Professor Victório Galli propunha mudar o texto da lei do feriado de 12 de outubro de "padroeira do Brasil" para "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". O PL foi arquivado em agosto de 2008.
O político foi assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro.
Comentário foi distorcido nas redes sociais, diz GloboNews
O comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes na Globonews não citava a proposta como de Flávio Bolsonaro, mas ela repercutiu a suposta reação da Igreja Católica a uma mobilização com esse intuito.
Trechos do vídeo, então, passaram a circular em postagens que passaram a ligar a fala à suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
A retratação da emissora foi feita durante a programação da madrugada, no jornal “Edição da Meia-Noite”, na qual a Globonews afirmou que o comentário foi distorcido nas redes sociais.