O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, afirmou nesta quinta-feira (1º) que pretende, caso seja eleito, promover um projeto de desenvolvimento regionalizado do estado e executar outra estratégia de qualificação profissional, de acordo com as características das diferentes regiões. A fala do tucano ocorreu durante uma caminhada realizada no município de Boa Viagem, no Sertão de Canindé, pela manhã.
Ciro disse que seu propósito é retomar a estratégia de industrialização interiorizada promovida por ele e o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) no período que comandaram o Estado consecutivamente. Neste intervalo, Tasso governou de 1987 a 1991 e Ciro de 1991 a 1994.
Nós precisamos recuperar isso, porque hoje mais de dois terços da economia do Ceará estão entre Fortaleza e a estrutura do Complexo Portuário do Pecém. E a forma de fazer isso, está na nossa proposta, é um projeto de desenvolvimento do Estado regionalizado.
Políticas para o Cariri
Ciro afirmou que diferentes setores e regiões demandam políticas distintas para a geração de mais postos de trabalho formal. "No Cariri a necessidade agora é fazer um ramal ferroviário que conecte Crato, Juazeiro e Barbalha à Missão Velha, onde está passando a [Ferrovia] Tranordestina que conecta ao porto", discorreu.
Ele mencionou outras medidas governamentais que precisam ser tomadas para fomentar o desenvolvimento econômico. Segundo exemplificou o político, é necessário implantar um shopping em Frecheirinha para que a produção de lingeries que já movimenta a economia local possa ganhar escala, garantir infraestrutura logística para o agronegócio escoar seus produtos e agregar novas indústrias.
'Personalização' da capacitação
Ao ser indagado sobre suas propostas para promover a qualificação de mão de obra, Ciro criticou o que ele caracterizou como um "grande erro". Conforme explanou o candidato, "todo programa de capacitação é estandardizado".
"Oferece um padrão para você fazer profissões quase sempre subalternas, não que qualquer profissão não seja respeitável, mas são profissões de baixa qualificação e de baixa renda", explicou.
Ciro falou que, para superar esse cenário, é necessário "dimensionar as vantagens comparativas, região a região". "E personalizar a capacitação e o treinamento para cada uma dessas regiões nas suas personalíssimas qualificações", finalizou.