Proeza do Ferroviário na Copa do Brasil

Após eliminar o Porto Velho/RO, o Ferroviário enfrenta o América-MG em Belo Horizonte
Legenda: Após eliminar o Porto Velho/RO, o Ferroviário enfrenta o América-MG em Belo Horizonte
Foto: Lenilson Santos/Ferroviário

Preparem os corações torcedores corais. Ferrão eliminou o Porto Velho de Rondônia na rodada inicial. Agora o adversário é mais qualificado: o América-MG, que joga em casa, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. O anfitrião é dirigido pelo técnico Lisca.  Lá estão Leandro Carvalho (ex-Ceará), Ricardinho (ex-Ceará) e Juninho (ex-Ceará e ex-Fortaleza). É lógico que o América é favorito. Mas o Ferrão também prepara as suas. Na Copa do Brasil de 2018, realizou uma de suas maiores proezas. Estava na Ilha do Retiro, em Recife, enfrentando o Sport. O Leão fez 3 a 0 e comandou o jogo até 30 minutos do segundo tempo. Aí passou a desfilar como dono da banca, da bola, do estádio, da vaga, senhor dos senhores, senhor de tudo. Não contou com uma reação espetacular do Ferrão que empatou o jogo (3 x 3) e ganhou nos pênaltis. Um feito fantástico que mereceu destaque na mídia nacional. Fatos assim são considerados únicos. Entretanto, servem de modelo para mostrar que nem tudo está perdido, mesmo quando as adversidades se acentuam. O técnico Francisco Diá sabe tirar leite de pedra. Fez isso no Icasa em 2012/2013. Não se surpreendam se eliminar o América em pleno Independência.  

Juventude 

Parabéns ao jovem atacante João Victor que, com apenas 16 anos, estreou no time titular do Ceará. Completará 17 anos no próximo dia 27 de abril. Segundo o pesquisador Eugênio Fonseca, houve outros que estrearam mais jovens: Pedro Henrique (16 anos, 2 meses), Caio César (16 A, 2M), Antonio Carlos (16A, 4M), Wilsinho (16A, 4M), Tiago Cardoso, goleiro (16A, 7M), Marco Aurélio (16A,7M), Sidcley (16A,9M). E agora João Victor (16A, 11M).   

Estertores 

Por via indireta, a Covid está acabando com o Campeonato Cearense de futebol 2021. A paralisação liquidou os meios de subsistência, razão por que os times médios e pequenos, sem programação oficial, estão fechando as portas. Nos estertores, aguardam algum aceno vital. Se continuar a demora, talvez chegue tarde demais. 

Funeral 

Quer queira, quer não, tenho de admitir que os certames estaduais estão com os dias contados. Morrem por inanição, por outros interesses, pela concorrência de outras competições. Alguns estão respirando por aparelhos. Os próprios clubes grandes já não têm mais motivação. Aí mandam juvenis ou formações mistas. Cova aberta.  

Caiu a ficha 

A televisão trouxe os melhores campeonatos do mundo para dentro de nossas casas. Meu filho Pedro Victor acompanha o Barcelona como se fosse um time da esquina, tal a intimidade que tem. O argumento dele é forte: como se interessar por uma competição estadual, se os próprios competidores maiores a desprezam? Caiu a ficha.