Condições favoráveis ao tricolor

Hoje as condições são favoráveis ao Leão para o Clássico desta quinta-feira, mas isso não significa certeza de vitória. É apenas um indicativo.

Os momentos do futebol comportam variações inacreditáveis. Não faz muito, o Fortaleza tateava em busca de um treinador. A especulação fez surgir dezenas de nomes. O presidente do clube, Marcelo Paz, pediu paz. Do outro lado, o Ceará seguia tranquilo, na mansidão de uma equipe considerada pronta para qualquer tipo de competição. Em pouco tempo, as situações se inverteram. O Fortaleza ganhou confiança. O Ceará produziu intranquilidade. O novo treinador do Fortaleza foi arrumando a casa. O treinador Guto Ferreira foi vendo o desarrumar do Vozão. Assim, nas voltas e reviravoltas que a vida dá, o cenário mudou. Agora há um ambiente favorável ao Fortaleza e uma situação de incerteza predominante no Ceará. É público e notório que em clássico não há favorito. Pouco importa como está cada equipe. Quando a bola rola, desvincula-se do passado. Engavetadas são as estatísticas. Os atletas em campo não têm tempo de pensar em quantas vezes tal time ganhou ou perdeu. São detalhes para os pesquisadores Eugênio Fonseca e Nirez Filho. Hoje as condições são favoráveis ao Leão, mas isso não significa certeza de vitória. É apenas um indicativo. Tão somente.   

Desistência 

Meu amigo, Moésio Loyola, na Rádio Assunção, pediu-me a Seleção Cearense de todos os tempos. Harry Carey, William, Alexandre, Zé Paulo e Carneiro. Aí disse logo os nomes que eu tinha certeza estariam em todas as seleções: Clodoaldo, Mozart, Gildo, Iarley e Jardel. Sim, e Ronaldo Angelim? E Pedro Basílio? E Edmar? E Chinesinho? E Celso Gavião? E Amilton Melo? Desesti. 

Definição 

Romildo Júnior, ex-atacante do Ceará, foi incisivo quando lhe perguntei se Vina e Jorginho dariam certo jogando juntos. Romildo disse que pode dar certo, desde que o técnico Guto Ferreira defina com precisão qual a missão de cada um. Segundo Romildo, Vina e Jorginho, sem essa definição, trabalham na mesma faixa do campo. Isso, de certo modo, gera dificuldade para ambos. 

No Maracanã 

Nas décadas de 1950 e 1960, quando o Maracanã era o maior estádio do mundo, todos os jogadores sonhavam com a oportunidade de um dia jogar lá. O Maracanã deslumbrava. Templo sagrado do futebol. Gildo, o maior ídolo do Ceará, jogou lá duas vezes. Uma pela Seleção Cearense e outra pelo Ceará na Taça Brasil. Assinalou dois gols no Maracanã. Um em cada jogo. 

Mistura indevida 

Sempre que misturam esporte  e política o esporte sai perdendo. Em 1980, os Estados Unidos boicotaram as Olimpíadas de Moscou, na então União Soviética. A competição foi esvaziada. Comoveu o mundo a imagem do Ursinho Misha chorando na solenidade de encerramento. As Olimpíadas de Montreal em 1976, no Canadá, sofreu boicote de 32 países. Prejuízo grande. Deixem o esporte longe da política.