Serviços da Indústria 4.0

Escrito por Eriko Werbet producaodiario@svm.com.br
15 de Julho de 2023 - 06:20 (Atualizado às 14:15, em 17 de Julho de 2023)
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Legenda: Eriko Werbet é professor de Ciência da Computação e arquiteto de soluções do Instituto Atlântico

“Indústria 4.0” é a flexibilização da manufatura para prover customização e aumento da qualidade/produtividade. Dessa forma, a indústria pode lidar com os desafios da produção customizada. Por meio de tecnologias habilitadoras como Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, é possível transformar recursos da indústria em objetos inteligentes capazes de agir de forma autônoma, sem intervenção humana. A interconexão deles garante a geração de dados para apoiar processos decisórios, sejam eles manuais ou automáticos. Assim sendo, é necessário implementar ferramentas de análise de dados para auxiliar os gestores na hora de decidir por ações. Estas tecnologias são fundamentais para a transformação digital da indústria, pois habilitam a implementação de processos industriais modernos da Indústria 4.0.

Além da modernização da fabricação, é possível usar essas tecnologias para modernizar dispositivos já fabricados e usá-los na criação de novos serviços. Nesse sentido, um problema comum em hospitais é a sepse, conhecida popularmente no Brasil como "infecção generalizada". O problema da sepse é fazer o diagnóstico antecipadamente e reagir rápido o suficiente para evitar o óbito. O monitor multiparâmetros é um dispositivo usado para monitorar parâmetros fisiológicos dos pacientes como eletrocardiograma e respiração, dentre outros. Embora a coleta desses dados seja feita por ele, não há análise automática. É possível configurar alarmes para mudanças nos parâmetros, mas a máquina não detecta que aquela mudança é um indicador de sepse. Contudo, esse dispositivo pode ser usado para criar um serviço para a sepse, usando tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0.

Primeiro integra-se o monitor a um gateway de IoT, um dispositivo de comunicação que coleta os dados, faz o pré-processamento e depois envia para uma plataforma de software na borda (dentro do hospital) ou na nuvem. No caso da sepse, existem instituições e pesquisadores em Fortaleza com experiência na implementação dos componentes de IoT e dos modelos de Inteligência Artificial capazes de analisar automaticamente os parâmetros e predizer quando um paciente estará em risco. Uma vez detectado o risco, é emitido um alerta para a equipe médica avisando sobre o paciente. Assim é possível adiantar um procedimento de diagnóstico ou já iniciar procedimentos de emergência para salvá-lo.

Eriko Werbet é professor de Ciência da Computação e arquiteto de soluções do Instituto Atlântico

 

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