Desafio da vacinação contra Covid é rapidez da imunização; Sesa avalia que CE segue ritmo previsto

Das 223 mil doses distribuídas até agora no Ceará, 30,8% já foram aplicadas nos 184 municípios. Quanto mais rápido a imunização ocorrer, melhor é o desempenho dessa estratégia de combate à pandemia.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Janeiro de 2021 - 16:02 (Atualizado às 12:36, em 29 de Janeiro de 2021)
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Foto: Camila Lima

A quantidade de doses disponíveis do imunizante contra a Covid no Brasil ainda é pouca. No Ceará, dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), coletados até 12h15min desta quinta-feira (28), apontam que das 223.450 doses que começaram a ser distribuídas, desde o dia 18 de janeiro, nos 184 municípios, 68.738 foram aplicadas. Isto equivale a 30,8% do total.

No processo de vacinação, as cidades não precisam cumprir uma meta de velocidade de aplicação dos imunizantes. Contudo, o ritmo deve ser de celeridade, já que quanto mais pessoas vacinadas o mais rápido, melhor deve ser o desempenho dessa estratégia de combate à pandemia.   

Conforme a coordenadora de Imunização do Estado do Ceará, Carmem Osterno, "o ritmo de vacinação está dentro do previsto. E acontece sempre dessa forma quando nós começamos campanha de vacinação. Por exemplo, na campanha de influenza. No início, recebemos um quantitativo pequeno de vacinas, fazemos a distribuição e depois, na terceira remessa em diante é que os lotes se tornam maiores". Hoje, afirma Carmem, o maior obstáculo é, de fato, a baixa disponibilidade da vacina para o Brasil. 

"Nós estamos dependendo da chegada das vacinas. A distribuição está sendo eficaz. O grande problema é a quantidade da vacina. Em março, é quando a gente vai ter quantitativo muito maior. Janeiro estamos recebendo quantitativos pequenos. Em fevereiro já aumenta", projeta ela.

No Estado, reforça Carmem, a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos imunizantes, não têm enfrentando problemas. O desafio dos municípios, acrescenta, tem sido lidar com as poucas doses disponíveis e organizar a fila de prioridade, de modo a contemplar, realmente, aqueles que se enquadram nessa etapa. 

Até a manhã desta quinta-feira (28), com base nos dados da Sesa, 24 municípios do Ceará - Alto Santo, Granjeiro, Pires Ferreira, Eusébio, Baturité, Fortim, Catarina, Cedro, Uruburetama, Ibicuitinga, Jaguaretama, Maranguape, Limoeiro do Norte, Guaramiranga, Paramoti, Aracoiaba, Choró, Quixeré, Poranga, Cruz, São Gonçalo do Amarante, Independência, Itapiúna e Capistrano - já vacinaram mais da metade do público-alvo  previsto, neste momento específico. 

VACINÔMETRO NO CEARÁ | COVID-19

Cada cidade, recebe um quantitativo de vacina proporcional ao número de pessoas enquadradas na primeira etapa dos grupos prioritários. Na pandemia de Covid, no atual momento, são eles: 

  • Profissionais da saúde - (no momento, somente aqueles da linha de frente contra a Covid);
  • Idosos com mais de 60 anos institucionalizados em abrigos;
  • Pessoas com deficiência acima de 18 anos que estejam em abrigos;
  • População indígena

Vacinas de distintos laboratórios

Nesta campanha de vacinação, vacinas de distintos laboratórios estão sendo utilizadas (Coronavac/Butantan e  Astrazeneca/Fiocruz) no Brasil. Isto, requer uma atenção maior a logística. No entanto, Carmem garante que a diversidade de produtores não é uma novidade. "Em 2010, com a H1N1, nós trabalhamos com quatro laboratórios diferentes para que pudéssemos vacinar todo mundo. Tínhamos quatro estratégias de vacinação diferente. O PNI é acostumado com esses desafios". 

O Ceará já recebeu três lotes da vacina, na seguinte ordem: 

  • 18/01 - Coronavac/Butantan - 218.000 doses;
  • 23/01 - Astrazeneca/Fiocruz - 72.500 doses;
  • 25/01 - Coronavac/Butantan - 33.200 doses

Além disso, ela reforça que embora não exista uma meta, os municípios precisam vacinar o maior número de pessoas do público alvo do atual momento em menos tempo. "Não existe  proporção. A tentativa é fazer o mais rápido possível até porque é uma doença desafiadora". Ela reforça que, anualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), consegue vacinar contra a influenza cerca 80 milhões de brasileiros, em 2 a 3 meses. 

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