O prazo definido pelo presidente do Ferroviário, Rodger Raniere, à gestão da SAF coral, para quitar os salários atrasados no clube (chamado prazo de cura), se encerrou nesta terça-feira (25) sem um cumprimento por parte da Makes. Com isso, se a assembleia geral marcada para quinta-feira (27) autorizar, a parte associativa do clube poderá pedir um rompimento do projeto com o grupo português.
O Diário do Nordeste apurou que sequer um plano de pagamento foi apresentado pela gestão da SAF como resposta à notificação feita pelo presidente coral. Sendo assim, há um entendimento de que há uma quebra de cláusula contratual, que é um dos pontos necessários para um possível rompimento do contrato assinado em novembro de 2025. O outro ponto é a autorização da mesma assembleia que autorizou a venda de 90% da sociedade anônima do clube em fevereiro de 2025.
O presidente do conselho deliberativo do Ferroviário, Cássio Cacau, marcou para quinta-feira (27) a reunião da assembleia para discutir o tema e eles serão questionados se permitem que a presidência do clube tome as medidas cabíveis. Ao todo, 424 corais poderão participar do encontro, que será realizado na sede do clube, na Barra do Ceará, a partir das 18h30. Conselheiros, sócios-proprietários e sócios-torcedores estão entre os aptos e a lista de nomes pode ser conferida no site oficial do clube.
Os valores em atraso, que precisam ser quitados pelo grupo que gere a SAF, não foram divulgados oficialmente, mas o Diário do Nordeste apurou que ficam na casa de R$ 1,8 milhão.
O CEO da SAF coral, Pedro Roxo, foi procurado pelo Diário do Nordeste para se posicionar à respeito da não quitação dos débitos dentro do prazo de cura, mas não respondeu as mensagens.