Relembre novelas icônicas da carreira de Benedito Ruy Barbosa

Autor faleceu nesta terça-feira (7), após internação por complicações renais.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Julho de 2026 - 09:49 (Atualizado às 10:20)
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Legenda: Benedito Ruy Barbosa faleceu aos 95 anos.
Foto: TV Globo / João Miguel Júnior.

Benedito Ruy Barbosa, escritor e autor de novelas brasileiro, faleceu aos 95 anos nesta terça-feira (7), após complicações de insuficiência renal crônica. Ícone da dramaturgia, ele ficou conhecido nacionalmente por produções como "Pantanal" e "Terra Nostra", por exemplo. 

Nascido em 1931, Benedito Ruy Barbosa saiu de Gália, no interior de São Paulo, para a Capital com o objetivo de trabalhar. Antes de embarcar na trajetória como autor, ele chegou a atuar com contabilidade, passou em um concurso e até virou repórter.

O primeiro romance escrito por ele foi "Fogo frio" e, depois, já contratado como autor, escreveu "Somos Todos Irmãos", à época exibida pela TV Tupi. 

Ao longo da carreira, Benedito fez história com histórias clássicas, que caíram no gosto do público e permanecem até hoje como referência nas telenovelas.

Veja abaixo algumas das produções escritas por ele:

Sinhá Moça

Sinhá Moça foi lançada por Benedito Ruy Barbosa em 1986.
Legenda: Sinhá Moça foi lançada por Benedito Ruy Barbosa em 1986.
Foto: Nelson Di Rago/Globo.

Uma das mais famosas de Benedito, a novela foi escrita na ida dele à TV Globo após curta passagem pela TV Bandeirantes. "Sinhá Moça" ganhou, inclusive, uma releitura pela emissora anos depois, que também conseguiu forte repercussão. 

Pantanal 

Juma Marruá original virou um ícone da dramaturgia.
Legenda: Juma Marruá original virou um ícone da dramaturgia.
Foto: Divulgação/TV Manchete.

Exibida em 1990 pela extinta TV Manchete, a novela trouxe personagens icônicos como Juma Marruá, Joventino e José Leôncio. A produção foi, inclusive, um sucesso estrondoso e, em 2022, ganhou um remake escrito por Bruno Luperi, neto de Benedito.

Renascer

Renascer ganhou uma adaptação, lançada pela Globo em 2024.
Legenda: Renascer ganhou uma adaptação, lançada pela Globo em 2024.
Foto: Divulgação/TV Globo.

Outro clássico, "Renascer" foi lançada em 1993, também ambientada em um contexto além do urbano. O protagonista era José Inocêncio, um fazendeiro cheio de dramas familiares. Na época, ele se consolidou como um dos principais responsáveis por histórias que abordavam temas do meio rural.

O Rei do Gado

Bruno Menzenga, interpretado por Fagundes, também é lembrado até os dias de hoje.
Legenda: Bruno Menzenga, interpretado por Fagundes, também é lembrado até os dias de hoje.
Foto: Divulgação/TV Globo.

Já em 1996, na TV Manchete, estreou "O Rei do Gado", outro clássico. A história foca no amor entre o pecuarista Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) e a boia-fria Luana (Patrícia Pillar), descendentes de uma família de imigrantes. 

Terra Nostra

Terra Nostra tinha Ana Paula Arósio como uma das protagonistas.
Legenda: Terra Nostra tinha Ana Paula Arósio como uma das protagonistas.
Foto: Divulgação/TV Globo.

Enquanto isso, "Terra Nostra", lançada já na TV Globo, também se tornou outro sucesso televisivo. Benedito, inclusive, chegou a defini-la como uma das obras favoritas da carreira, contando que parte das cenas o fizeram relembrar a própria infância. A novela contou sobre o amor entre Toni (Reynaldo Gianecchini) e Maria (Priscila Fantin), na década de 1930.

Velho Chico

Velho Chico foi lançada em 2016.
Legenda: Velho Chico foi lançada em 2016.
Foto: Globo/Caiuá Franco.

A última novela de Benedito Ruy Barbosa foi "Velho Chico", exibida em março de 2016. A trama envolvia os personagens coronel Jacinto (Tarcísio Meira) e capitão Rosa (Rodrigo Lombardi), que travam uma disputa por terras. A novela se passava na cidade fictícia de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. 

Adaptações também fizeram sucesso

Além das produções idealizadas e escritas por ele, Benedito Ruy Barbosa também adaptou sucessos literários que se tornaram novelas famosas. "À Sombra dos Laranjais" (1977), adaptação de peça homônima de Viriato Correia, e "Cabocla" (1979), inspirada em um romance de Ribeiro Couto, também entraram para a história. 

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