O tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro reuniu inúmeras famílias na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, nesta segunda-feira (7). A data celebra os 204 anos da Independência do Brasil.
O cortejo começou por volta das 9h, com partida do Aterro da Praia de Iracema em direção ao Náutico Atlético Cearense. A estimativa é de que cerca de 8 mil pessoas estiveram presentes, entre civis e militares.
Uma das marcas do desfile é a apresentação de bandas marciais, além de performances de dança.
O general Ivon Barreto, comandante da 10ª Região Militar, e o desembargador Carlos Augusto Gomes Correa, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), deram início oficialmente ao desfile a bordo de um carro.
Os militares desfilaram com tropas motorizadas e a cavalo. Participaram integrantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal de Fortaleza, Polícia Civil, Polícia Penal, Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP).
Entre os desfilantes da sociedade civil, estavam estudantes, integrantes de projetos sociais e representantes de entidades religiosas.
Uma das participantes é a Associação Centro Infantojuvenil Audazes, do bairro Jardim Jatobá, que reúne jovens em situação de vulnerabilidade e oferece preparação para cargos militares. Rebeca Aguiar, presidente da associação, conta que a preparação motiva crianças e adolescentes durante todo o ano.
"Missão dada é missão cumprida, então a gente ensaia, ensaia e ensaia, e o objetivo deles, a missão deles é concluir aqui no desfile no dia 7 de setembro. Tem amor à pátria e muitos querem seguir a carreira militar", comenta.
O desfile deste ano marcou a estreia de Augusto Farias, de 7 anos. "Estava muito calor, mas eu gostei. Foi legal estar bem na frente, mas eu gosto mesmo das bandas. Um dia vou querer tocar nelas", comenta.
TRADIÇÃO FAMILIAR
O desfile começou com cortejos da sociedade civil e Forças Armadas em marcha. Por volta das 11h, as tropas motorizadas começaram a desfilar, seguidas pela cavalaria.
Acompanhar o desfile na Beira-Mar faz parte de uma tradição familiar de Márcia Fonseca, de 55 anos. Neste ano, ela trouxe o neto Arthur, de 2 anos, para vivenciar a experiência pela primeira vez.
"Passei um tempo vindo com minha filha, que estudava no Colégio da Polícia Militar. Agora trouxe o meu neto, que curte muito, já faz até continência. Se Deus quiser, quando ele for maior, vai estar desfilando também", celebra.
Veja fotos do desfile: