Os influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente, condenados por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, tiveram o pedido de revogação da prisão negado nesta terça-feira (3) pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB)
Com a decisão, os dois permanecem presos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa.
De acordo com informações do portal g1, o julgamento foi realizado de forma semipresencial. A Justiça analisou o pedido da defesa, que solicitou que a prisão preventiva do influenciador e do marido fosse suspensa e os dois respondessem em liberdade, o que foi negado.
Prisão
O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, foram condenados por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A sentença se tornou pública em fevereiro deste ano.
Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Israel Vicente, mais conhecido como Euro, foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão.
Eles estão presos desde agosto de 2025. Segundo a decisão, Hytalo e Euro inseriram adolescentes em um ambiente comparado a um reality show, onde eram expostos a situações de risco extremo e contexto adulto.
Os crimes foram praticados a partir da exploração da vulnerabilidade das vítimas, que não poderiam compreender ou resistir aos atos.
Também foi identificado fornecimento de bebidas alcoólicas e negligência em relação à escolaridade e alimentação.
EXPOSIÇÃO DE MENORES NAS REDES SOCIAIS
Natural de Cajazeiras, na Paraíba, Hytalo ficou conhecido por supostamente adotar crianças e adolescentes, chamando-os de "crias" nos perfis que mantinha.
Ele gravava os jovens em festas, com exposição da rotina de todos em uma mesma casa, inclusive com festas.
A investigação ganhou força após um vídeo do influenciador Felca viralizar, apontando a suposta “adultização” de menores. A repercussão levou o Gaeco, do Ministério Público da Paraíba, a solicitar a prisão preventiva de Hytalo e Israel.
Segundo as investigações, o casal pagava até R$ 3 mil aos pais dos adolescentes que gravava nas redes sociais.
No relato à Justiça, Hytalo afirmou sentir-se injustiçado pela acusação. Ele também negou que as gravações tivessem cunho sexual e disse que os conteúdos exibiam apenas o cotidiano e coreografias típicas do brega funk, ritmo popular na periferia.
Os dois também são alvo de um processo na Justiça do Trabalho, acusados de exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.