Hytalo Santos continua preso após Justiça da Paraíba negar recurso da defesa

Influenciador e marido estão presos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
03 de Novembro de 2026 - 15:34
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Legenda: Hytalo Santos é investigado pela Justiça da Paraíba por exploração de menores nas redes sociais.
Foto: Reprodução/Instagram.

Os influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente, condenados por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, tiveram o pedido de revogação da prisão negado nesta terça-feira (3) pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB)

Com a decisão, os dois permanecem presos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa.

De acordo com informações do portal g1, o julgamento foi realizado de forma semipresencial. A Justiça analisou o pedido da defesa, que solicitou que a prisão preventiva do influenciador e do marido fosse suspensa e os dois respondessem em liberdade, o que foi negado.

Prisão

O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, foram condenados por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A sentença se tornou pública em fevereiro deste ano.

Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Israel Vicente, mais conhecido como Euro, foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão.

Eles estão presos desde agosto de 2025. Segundo a decisão, Hytalo e Euro inseriram adolescentes em um ambiente comparado a um reality show, onde eram expostos a situações de risco extremo e contexto adulto. 

Os crimes foram praticados a partir da exploração da vulnerabilidade das vítimas, que não poderiam compreender ou resistir aos atos. 

Também foi identificado fornecimento de bebidas alcoólicas e negligência em relação à escolaridade e alimentação. 

EXPOSIÇÃO DE MENORES NAS REDES SOCIAIS

Natural de Cajazeiras, na Paraíba, Hytalo ficou conhecido por supostamente adotar crianças e adolescentes, chamando-os de "crias" nos perfis que mantinha. 

Ele gravava os jovens em festas, com exposição da rotina de todos em uma mesma casa, inclusive com festas.

A investigação ganhou força após um vídeo do influenciador Felca viralizar, apontando a suposta “adultização” de menores. A repercussão levou o Gaeco, do Ministério Público da Paraíba, a solicitar a prisão preventiva de Hytalo e Israel. 

Segundo as investigações, o casal pagava até R$ 3 mil aos pais dos adolescentes que gravava nas redes sociais.

No relato à Justiça, Hytalo afirmou sentir-se injustiçado pela acusação. Ele também negou que as gravações tivessem cunho sexual e disse que os conteúdos exibiam apenas o cotidiano e coreografias típicas do brega funk, ritmo popular na periferia.

Os dois também são alvo de um processo na Justiça do Trabalho, acusados de exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.

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