Funcionária de rede atacadista relata demissão após ir ao banheiro sem autorização

A colaboradora, que acionou a Justiça, chegou a pedir permissão, mas passou 1h30 sem receber.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Novembro de 2026 - 09:01
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Legenda: A rede atacadista foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos.
Foto: Valter Campanato

Uma funcionária de uma rede atacadista em Piracicaba, no interior de São Paulo, relatou ter sido demitida após ir ao banheiro sem autorização. Ela chegou a pedir permissão, mas teria esperado 1h30 sem receber uma resposta.

A rede atacadista foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos. A decisão ainda cabe recurso.

Na sentença, a Justiça aponta restrições ao uso do banheiro pelos funcionários, desvio de função, violência psicológica, jornadas de trabalho excessivas e escalas de folga irregulares.

A demissão da trabalhadora foi relatada pelo Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest) à Justiça do Trabalho durante o processo.

Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a empresa informou que foi notificada sobre a decisão judicial e que está realizando uma apuração interna para esclarecer os fatos.

A rede afirmou que não compactua com qualquer forma de assédio, abordagem desrespeitosa ou restrição indevida aos direitos dos colaboradores.

Não foi a primeira denúncia

A condenação ocorreu após uma ação movida pelo Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários) de Piracicaba, em 2025.

Em 28 de outubro, o juiz do Trabalho Bruno Furtado Silveira, do Tribunal Regional do Trabalho, destacou uma série de relatos apresentados por outros funcionários.

Entre eles, o de uma funcionária que relatou ter urinado nas próprias roupas enquanto trabalhava no caixa do estabelecimento, devido à longa espera por autorização para ir ao banheiro.