Presidente eleito da Colômbia acusa Petro de tentativa de 'golpe de Estado'

Abelardo de la Espriella pediu às Forças Armadas que "protejam" a democracia.

Escrito por Diário do Nordeste/AFP producaodiario@svm.com.br
07 de Julho de 2026 - 18:57
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Legenda: A troca da faixa presidencial está marcada para o dia 7 de agosto.
Foto: LUIS ACOSTA / AFP.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou o atual presidente do país, Gustavo Petro, de tentativa de golpe de Estado. Em discurso nesta terça-feira (7), ele pediu às Forças Armadas que "protejam" a democracia e desobedeçam qualquer ordem nesse sentido.

A troca da faixa presidencial está marcada para o dia 7 de agosto, em um cenário de tensões entre o presidente da esquerda, que deixará o cargo, e o líder de extrema-direita, que assumirá a presidência.

Enquanto Petro não reconhece o resultado do segundo turno das eleições, vencidas por Espriella com uma margem estreita, a oposição acusa o governo de corrupção.

"Petro e Cepeda iniciaram seu plano B para permanecer no poder a qualquer custo. E querem fazer isso por meio de um golpe de Estado", afirmou De la Espriella, após suspender o processo de transição com o governo.

O presidente eleito, que definiu a transição como uma "auditoria exaustiva" da gestão de Petro, afirma ter identificado problemas no combate ao narcotráfico, concessão de contratos públicos sem licitação e deficiências no sistema de saúde.

"Ele sabe que farei com que pague, dentro da lei, por todos os seus crimes, e por isso tem pânico e terror", disse De la Espriella.

Troca de acusações

Petro alega que houve "fraude eleitoral" na vitória de De la Espriella e convocou os apoiadores para protestos em 20 de julho, data em que fará seu discurso de despedida.

O senador Cepeda, por sua vez, reconheceu o resultado da eleição, mas declarou estar em "desobediência civil" diante do novo governo.

Como promessa de governo, Espriella diz que irá estimular o investimento privado, reduzir o Estado e endurecer o combate a guerrilhas e cartéis do narcotráfico.

O direitista advertiu que o presidente e seu afilhado político têm "medo" do "escândalo que virá, não apenas em relação a toda a corrupção (...), mas também das consequências legais que terão seus vínculos com o narcoterrorismo". As alegações de fraude, acrescentou, são uma "desculpa para incendiar o país".

Segundo o presidente em fim de mandato, o processo de transmissão de poder continuará sem a delegação do novo governo.

"Eles não suportam que toda a cidadania veja que não estão preparados e que seus insultos públicos são calúnias", rebateu Petro em publicação no X.

Para isso, "serão colocadas cadeiras vazias à espera de que aqueles que roubaram as eleições cheguem a entender o que é governar", acrescentou.

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