Ofensiva dos EUA lança novos ataques aéreos contra o Irã após fim de cessar-fogo

Países voltaram ao combate dias após acordo de paz.

Escrito por Redação e AFP
18 de Julho de 2026 - 21:40 (Atualizado às 21:41)
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Legenda: Retomada dos ataques dos EUA contra o Irã já derrubou pontes no país do Oriente Médio.
Foto: AMIR HOSSEIN KHORGOOEI / ISNA / AFP

Os Estados Unidos lançaram neste sábado (18) uma nova série de bombardeios contra o Irã. A alegação do Governo dos EUA é que os ataques querem "punir" a morte de dois militares estadunidenses na Jordânia.

“As forças americanas começaram a realizar novos ataques aéreos contra o Irã por ordem do comandante em chefe”, escreveu o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio no X (antigo Twitter).

A morte dos dois militares dos EUA e o desaparecimento de um terceiro foram anunciadas mais cedo pelo Comando Central estadunidense após "ataques com mísseis e drones iranianos" na sexta-feira (17).

“Esses ataques têm como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia”, acrescentou o órgão.

Cessar-fogo entre os dois países foi assinado em junho

Fars e Tasnim, agências de notícias iranianas, informaram sobre ataques dos EUA sem Sirik, cidade portuária no sul do Irã e em frente ao Estreito de Ormuz.

Segundo informações do portal g1, essa é a oitava noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã. Pontes e usinas de dessalinização foram bombardeadas nos últimos dias.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA pagariam por "tentar escalar o conflito" mesmo após a assinatura do cessar-fogo, ocorrida em junho.

"A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos EUA tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", escreveu Khamenei nas redes sociais.