Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas da França neste sábado (24) contra o alto custo de vida. A mobilização também cobrou medidas para o poder de compra e melhores condições para estudantes.
Os atos rapidamente evoluíram para críticas diretas ao governo do presidente Emmanuel Macron, de centro-direita, que deixará o cargo em maio.
Para conter possíveis tumultos e saques semelhantes aos ocorridos na semana passada, o governo mobilizou 70 mil policiais, baniu protestos em áreas específicas e impôs toques de recolher noturnos a partir de segunda-feira em determinados bairros.
O clima foi de alta tensão e confrontos com as forças de segurança. Em Paris, manifestantes protestaram sob a vigilância de um helicóptero.
Já em cidades como Lyon, Lille e Nantes, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar atos em locais não autorizados, e um jovem de 20 anos ficou gravemente ferido na mão em Toulouse.
Protestos pela Europa
Além da França, que tem registrado mais ocorrências e protestos violentos, países da Europa como Itália, Bélgica, Albânia e Espanha também registraram atos sociais.
Na Itália, os protestos são contra o custo de vida, o preço do combustível e problemas trabalhistas. A Bélgica enfrenta insatisfação com o custo de vida e a deterioração de serviços públicos. Já a Espanha tem lutado pela defesa das aposentadorias públicas e crise de moradia.
Os albaneses foram às ruas contra a corrupção e a favor da criação de mais empregos, melhorias na educação e pressão pela saída do primeiro-ministro Edi Rama.