Milhares vãos às ruas nos Estados Unidos em protestos contra Donald Trump

Grupos como MoveOn e Women's March se manifestaram na Europa

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Manifestantes seguram cartazes durante contra o presidente dos EUA, Donald Trump
Legenda: Manifestantes seguram cartazes durante um 'Hands Off! protesto contra a administração do presidente dos EUA, em Berlim
Foto: John MACDOUGALL / AFP

Milhares de manifestantes saíram às ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos contra as políticas de Donald Trump, neste sábado (5). Os protestos são considerados pela imprensa como os maiores contra o presidente republicano desde o retorno dele, no final de janeiro, ao poder.

Uma grande faixa que dizia "Tire suas mãos!" se estendia a poucos quarteirões da Casa Branca. Os manifestantes carregavam cartazes onde se lia "Não é meu presidente!", "O fascismo chegou", "Parem o mal" e "Tirem suas mãos da nossa Seguridade Social".

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Jane Ellen Saums, de 66 anos, disse que estava aterrorizada com a campanha de redução da administração federal que Trump está conduzindo com o bilionário Elon Musk.

"É extremamente preocupante ver o que está acontecendo com nosso governo, (...) tudo está sendo totalmente atropelado, desde o meio ambiente até os direitos pessoais", queixou-se esta trabalhadora imobiliária.

Manifestações pelo mundo

Um manifestante segura um cartaz representando o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, durante uma manifestação
Legenda: Manifestação 'Hands Off!' na França contra o presidente Trump
Foto: THOMAS SAMSON/AFP

Em um momento de crescente ressentimento mundial contra o republicano, foram realizadas manifestações contra ele em capitais como Paris, Roma e Londres.

Uma coalizão composta por dezenas de grupos de esquerda, como MoveOn e Women's March, convocou manifestações sob o lema "Tire suas mãos" em mais de 1.000 cidades e municípios americanos.

Mais de 5.000 pessoas se reuniram no National Mall de Washington, perto da Casa Branca, ao meio-dia local. Entre os participantes havia figuras de destaque do Partido Democrata, como o legislador Jamie Raskin.

"Despertaram um gigante adormecido, e ainda não viram nada", declarou o ativista Graylan Hagler, de 71 anos, em meio à multidão reunida. "Não vamos nos sentar, não vamos nos calar e não vamos embora."

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