Irã fecha Estreito de Ormuz e EUA dizem ter atingido 140 alvos militares do país

Em apenas três noites de operações nesta semana, as forças militares dos Estados Unidos já atingiram mais de 300 alvos no território iraniano.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
12 de Julho de 2026 - 08:58
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Legenda: Informação foi divulgada pelo perfil do Comando Central dos Estados Unidos, que antes do ataque publicou fotos de jatos de caça F-16 sendo reabastecidos durante voo de patrulha no Oriente Médio.
Foto: Reprodução/X.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) comunicou, na noite deste sábado (11), a execução de uma terceira rodada de bombardeios contra o Irã nesta semana. Cerca de 140 alvos militares iranianos foram atingidos pelas forças armadas americanas nesta recente ofensiva. As informações são do g1.

A operação aconteceu horas após o Irã fechar o Estreito de Ormuz e realizar ataques a bases dos Estados Unidos em países do Golfo Pérsico. 

A informação foi divulgada através do perfil do Centcom no X, que antes do ataque publicou fotos de jatos de caça F-16 sendo reabastecidos durante voo de patrulha no Oriente Médio.

O ataque americano destruiu diversas estruturas iranianas, como bases de drones e mísseis, instalações navais e depósitos de munição, além de redes de comunicação e postos de vigilância costeira. 

Em apenas três noites de operações nesta semana, as forças militares dos Estados Unidos já atingiram mais de 300 alvos no território iraniano.  

A mídia do Irã relatou a ocorrência de explosões em cidades do sul do país, como Bandar Abbas, Jask e Sirik, além da ilha de Qeshm e da província do Khuzistão, que faz fronteira com o Iraque. Não existem registros imediatos de pessoas feridas ou mortas. 

Crise no Estreito de Ormuz

O ataque realizado neste sábado, segundo o Centcom, serviu como resposta direta ao bloqueio da navegação e ao ataque a uma embarcação comercial no Estreito de Ormuz. 

O governo de Teerã argumentou que atirou apenas para alertar um navio que trafegava por um caminho não permitido, e ameaçou retaliar qualquer ação contrária.  

"Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais", disse a instituição. "Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", completou.  

De acordo com as forças dos Estados Unidos, o navio atingido é o M/V GFS Galaxy, um cargueiro de contêineres que carrega a bandeira do Chipre. Os militares apontam que a sala de máquinas sofreu danos severos e um funcionário civil da tripulação está desaparecido. 

A UKMTO, agência britânica de segurança marítima, relatou que o ataque causou um incêndio e forçou a tripulação a fugir em botes salva-vidas. O incidente ocorreu a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, pertencente a Omã.  

Atualmente, o Irã exige que os navios usem somente uma rota próxima à sua costa e recusa a antiga livre passagem no estreito. Os Estados Unidos são contrários a essa exigência iraniana.  

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) avisou que a passagem marítima continuará fechada "até novo aviso" e até acabar a "interferência dos Estados Unidos" no local. O aviso também diz que o "inimigo" receberá uma "resposta severa" se aproveitar a situação para agir militarmente.  

Disparos contra países vizinhos e negociações

Após os confrontos no estreito, o Irã atacou nações da vizinhança. Autoridades do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos registraram ataques vindos do ar. 

No Bahrein, sirenes de alerta tocaram, enquanto no Catar a defesa antiaérea interceptou mísseis e jornalistas relataram barulhos de explosões perto de Doha.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou ter atacado uma base americana no Catar "em resposta aos ataques contínuos dos Estados Unidos".  

O vizinho Omã também foi alvo. O Irã disse ter destruído bases de apoio de porta-aviões americanos localizadas no porto de Duqm. A Jordânia reportou ter sido alvo de três mísseis vindos do Irã.  

Apesar das ofensivas, delegações de Irã e Omã sentaram para negociar no sábado (11), com o auxílio do Catar. Diplomatas do Irã afirmaram: "os futuros arranjos para a gestão do tráfego no Estreito de Ormuz devem ser elaborados conjuntamente pelos dois Estados costeiros".  

Os países também "concordaram em continuar as discussões nos níveis político, técnico e jurídico para chegar a um consenso sobre a segurança da navegação no Estreito".  

Fim do cessar-fogo e tensão política

Anteriormente, no dia 17 de junho, os governos de Washington e Teerã assinaram um memorando para tentar finalizar a guerra em 60 dias através de um cessar-fogo.

No entanto, o presidente americano, Donald Trump, declarou repetidas vezes que o acordo havia "encerrado devido aos ataques iranianos contra navios", mesmo mantendo as negociações abertas.  

Na última sexta-feira, Trump acusou o governo iraniano de planejar o seu assassinato, prometendo "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irã" caso o plano aconteça.  

Pelo lado iraniano, o atual líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, avisou no sábado que a "vingança" é "inevitável". A declaração aconteceu após o funeral de seu antecessor e pai, Ali Khamenei, que faleceu no início do conflito.

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