O ex-líder de gangue Duane "Keffe D" Davis foi condenado por um tribunal americano, nesta segunda-feira (31), pelo assassinato do famoso rapper Tupac Shakur, morto em 1996.
Trinta anos após a morte da lenda do rap em Las Vegas, o júri declarou Davis, de 63 anos, culpado de homicídio depois de apenas algumas horas de deliberação. Ele pode ser sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Na época do crime, Davis liderava a gangue South Side Compton Crips, que controlava partes de Los Angeles nos anos 1990. Segundo a acusação, ele teria ordenado o assassinato depois que seu sobrinho foi agredido por membros da comitiva do artista, também conhecido como 2Pac, em um cassino de Las Vegas.
"Duane Davis, na cultura das gangues, não podia deixar isso acontecer", declarou o promotor Binu Palal durante as alegações finais.
Shakur foi morto a tiros duas horas após o confronto no cassino por um homem que estava em um Cadillac branco, que parou em um semáforo vermelho ao lado do BMW em que o rapper viajava. Segundo os promotores, Davis entregou a arma a alguém no banco traseiro do Cadillac para que efetuasse os disparos.
Investigação parada por décadas
O assassinato de Tupac Shakur, aos 25 anos, era um dos casos não solucionados mais célebres dos Estados Unidos.
Davis é a única pessoa acusada pelo assassinato. A investigação ficou parada durante décadas por falta de provas, mas o caso foi reativado após a publicação das memórias de Davis, em 2019.
No livro, ele afirma estar no banco dianteiro do Cadillac branco naquele dia. Agora, porém, ele nega essas confissões e se declara inocente.
Michael Sanft, advogado de defesa de Davis, classificou as confissões do cliente como ficção e mentiras criadas para promover o livro.