Natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, Hendrick Lima Gonçalves morreu em combate na guerra da Ucrânia, na última sexta-feira (30).
A família soube da morte do jovem de 22 anos no sábado (31). As informações são do g1 Pará.
Até esta segunda-feira (2), não havia informações sobre a localização exata nem sobre a liberação do corpo de Hendrick.
Também não havia previsão sobre a possibilidade de transporte para o território paraense.
Segundo O Globo, Hendrick integrou o 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, unidade do Exército Brasileiro sediada em Tucuruí. Após deixar o serviço militar, seguiu para a Ucrânia.
Família relata dificuldade para obter informações
A morte foi divulgada por familiares de Hendrick nas redes sociais. Em relato em uma série de vídeos, a irmã do paraense, Beatriz Correa, disse que a família fez contato com o Ministério das Relações Exteriores.
Ela disse que fatores como burocracia, envio de documentos e diferença de fuso horário dificultam as informações. Além disso, afirmou que o confronto em que o jovem estava servindo ainda não teria terminado.
"Infelizmente é quase impossível encontrar ele agora, porque era uma área de risco. Quem está lá diz que, se alguém tentar resgatar o corpo, pode ser atingido", contou.
Com a dificuldade para recuperar o corpo, Beatriz disse que a família quer reaver pertences e medalhas de Hendrick.
"O que a gente quer mesmo é correr atrás dos documentos, das medalhas dele, se sentir representado por ele, e seguir em frente, saber se confortar com a dor", relatou Beatriz.
Embaixada 'está à disposição', diz Itamaraty
Ainda segundo o g1 Pará, o Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que a Embaixada do Brasil em Kiev está à disposição para prestar a assistência consular cabível aos familiares do jovem.
Além disso, a Pasta afirma que "o atendimento do Estado brasileiro é feito a partir do contato direto dos parentes interessados e segue as normas dos tratados internacionais".
No comunicado, o Itamaraty destacou que "vem alertando os cidadãos brasileiros sobre o perigo extremo na região desde o agravamento do conflito".
As circunstâncias da morte de Hendrick ainda não foram oficialmente esclarecidas, e as autoridades diplomáticas brasileiras acompanham o caso.