Ed Cassano, CEO da Pelagic Research Services, empresa responsável pela recuperação dos destroços do submarino que implodiu durante uma imersão até a carcaça do Titanic, avaliou que o Titan desceu "além da sua taxa de profundidade".
O especialista argumentou, durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (30), que o veículo não deveria ter ido tão fundo no oceano. As informações são do tabloide britânico The Mirror.
As investigações apontam que o submarino implodiu por conta da pressão no fundo do mar.
Restos mortais
Amostras dos restos mortais das vítimas do Titan serão doadas pela família, enquanto médicos legistas irão analisar o DNA coletado nas profundezas do Oceano Atlântico.
Um porta-voz da Guarda Costeira do Canadá afirmou ao jornal que "a esperança é que, ao coletar o DNA, isso ajude a identificar a quem pertencem os restos mortais, se provado serem de pessoas".
"Eles não só investigarão como o submersível falhou, no sentido estrutural, como também pretendem determinar o que aconteceu com todos a bordo", disse.
IMPLOSÃO DO TITAN
As mortes dos cinco passageiros que estavam a bordo do submarino desaparecido foi confirmada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, em 22 de junho. O órgão detalhou que a cabine de pressão do Titan foi encontrada destruída em três pedaços a cerca de 500 metros do Titanic.
Os primeiros levantamentos apontam que houve uma implosão, causada por uma perda de pressão da cabine do submersível. "Nós vimos que a cabine de pressão estava ali em três pedaços, e podemos considerar que o submarino foi destruído e vamos mapear o que aconteceu a partir disso", disse John Mauger, contra-almirante da Guarda Costeira dos EUA.
As cinco mortes também foram confirmadas pela OceanGate, empresa responsável pelo submersível. "Toda a família OceanGate é profundamente grata aos inúmeros homens e mulheres de várias organizações da comunidade internacional que enviaram recursos de grande alcance e trabalharam arduamente nesta missão", disse nota.