Veja o que se sabe sobre o asteroide Bennu, que pode causar impacto de 22 bombas nucleares na Terra

Segundo a Nasa, asteroide é monitorado há anos, mas virou assunto nas redes sociais recentemente.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
14 de Julho de 2026 - 16:44
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Legenda: A NASA explica que a possibilidade de choque entre a Terra e Bennu só seria possível a partir do dia 24 de setembro de 2182.
Foto: Divulgação/NASA.

O asteroide Bennu, de cerca de 500 metros de diâmetro, é um dos principais objetos monitorados pela Nasa atualmente e segue cruzando periodicamente a órbita terrestre.

Segundo estudos da agência norte-americana, um impacto do asteroide seria equivalente a 22 bombas nucleares, e o tema virou assunto nas redes sociais diante da lembrança da possibilidade de um asteroide atingir a Terra. 

Apesar disso, os cálculos mais recentes da Nasa explicam que essa possibilidade só seria possível a partir do dia 24 de setembro de 2182. Ainda assim, a colisão continua sendo um cenário distante.

A agência espacial aponta que a probabilidade total de Bennu atingir a Terra até o ano de 2300 é de aproximadamente 1 em 1.750, cerca de 0,057%.

Enquanto isso, em 24 de setembro de 2182 a chance é de 1 em 2.700, equivalente a 0,037%. 

Por conta disso, a Nasa pondera há mais de 99,9% de probabilidade de que o impacto não aconteça.

Cálculos da órbita do asteroide

Os dados em questão foram obtidos por causa da missão OSIRIS-REx, responsável por proporcionar um refinamento inédito dos cálculos da órbita do asteroide.

Ela foi lançada em 2016 e permaneceu por mais de dois anos estudando o objeto, medindo a forma, massa, rotação, composição e outros fatores.

Já em outubro de 2020, a missão coletou amostras da superfície do asteroide e, desde 2023, o material continua sendo analisado por pesquisadores. 

Aproximação significativa

A real aproximação de Bennu só deve ocorrer em 2135, segundo as estimativas. Para a Nasa, a passagem não oferece risco de colisão, mas a gravidade do planeta poderá modificar levemente a órbita do asteroide a cada nova aproximação.

Além disso, a órbita do asteroide ainda pode ser afetada pelo efeito Yarkovsky, um fenômeno provocado pela absorção e posterior emissão de calor.

Nesse caso, a alteração é mais lenta e só apresenta sinais ao longo de décadas e séculos. 

A Nasa aponta que informações como essas são essenciais justamente para prever como funcionam as aproximações dos asteroides, ajudando no desenvolvimento de estratégias para evitar uma colisão.

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