Cinco operações simultâneas contra o crime de abuso sexual infantojuvenil foram deflagradas nesta sexta-feira (7) pela Polícia Federal no Ceará. O objetivo das diligências é combater o armazenamento, a aquisição, a disponibilização e o compartilhamento do material criminoso.
As operações foram denominadas Inocência Protegida XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV. Os mandados de busca e apreensões foram realizadas nos municípios cearenses de Fortaleza, de Orós, de Beberibe e de Nova Russas, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.
Durante o cumprimento de um mandado em Fortaleza, os agentes de segurança localizaram cenas de abuso sexual infantojuvenil armazenadas em equipamento em posse de um dos investigados. Por isso, o suspeito foi preso em flagrante.
De acordo com a PF, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, discos rígidos (HDs) e outras mídias de armazenamento externo, que serão submetidos a exames periciais para aprofundamento das investigações, para identificação dos usuários dos equipamentos e para eventual localização de outros arquivos ou vestígios relacionados aos crimes apurados.
O intuito é das diligências é apurar situações envolvendo possível armazenamento, obtenção ou compartilhamento de arquivos mediante redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais.
Caso confirme a participação nos atos ilícitos, os investigados podem responder pelos crimes relacionados à aquisição, à posse, ao armazenamento, à disponibilização, à transmissão ou ao compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
Desdobramentos
Há um mês, também houve mandados de busca e apreensão da PF em Fortaleza para combater o mesmo tipo de crime. As operações foram chamadas de A ação faz parte das operações "Comércio do Mal VI" e "Inocência Protegida XIX".
Segundo a Polícia Federal, a "Operação Comércio do Mal VI" é resultado de um desdobramento de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.
As apurações identificaram que usuários brasileiros realizaram pagamentos em criptomoedas para adquirir material de abuso sexual infantojuvenil disponibilizado em ambiente virtual. A investigação também detectou transações relacionadas ao Ceará.
Já a "Operação Inocência Protegida XIX" teve início após a análise de equipamentos eletrônicos apreendidos em outro inquérito policial.
A extração de dados revelou a existência de grupos em um aplicativo de mensagens destinados ao compartilhamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes, permitindo a identificação de participantes em diferentes estados, incluindo um investigado localizado no Ceará.