Manifestantes pedem Justiça e respostas sobre morte da estudante Isabelle Caracristi em Fortaleza

A universitária morreu em um prédio residencial, no bairro Aldeota.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
20 de Setembro de 2026 - 12:41 (Atualizado às 12:42)

Sob gritos de 'Isabelle vive' centenas de pessoas se reuniram neste domingo (20), em frente ao prédio residencial La Piazza, na Aldeota, em Fortaleza, onde a estudante de Direito foi encontrada morta.

A manifestação foi organizada por populares, mas não contou com a presença da família da universitária Isabelle Caracristi. A reportagem do Diário do Nordeste esteve no local e acompanhou o protesto.

Uma viatura da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi vista saindo do edifício por volta das 11h. Ao encerrar o protesto, populares fizeram uma corrente de orações.

A manifestação se concentrou em frente ao prédio onde a estudante universitária foi encontrada morta.
Legenda: A manifestação se concentrou em frente ao prédio onde a estudante universitária foi encontrada morta.
Foto: Ismael Soares.

PROTESTO

A reportagem conversou com alguns dos manifestantes, incluindo uma psicóloga e um professor, que não conheciam Isabelle Caracristi, mas decidiram participar do ato.

"Cheguei aqui pelo meu lado de indignação, por ser pai, esposo, por ter 35 anos de casado e nunca ter discutido com a minha esposa. Jamais alguém pode dizer o que essa mãe está sentindo. Uma menina com 22 anos, que tinha sonhos, foi ludibriada e caiu... Não ser covarde, não deixar para trás, no mínimo ele tem que responder por omissão", disse o professor Sérgio Sobreira.

A psicóloga Mabel falou da sensação de insegurança por ser mulher e disse que: "achei importante estar aqui hoje pedir que esse crime horrendo seja apurado e os eventuais criminosos recebam a pena devida. É o mínimo que a gente pode fazer. Eu não conhecia a Isabelle, mas conhecia a Clarissa, que agora o assassino está preso e queremos aumentar a pena dele. Estamos aqui para mostrar que estamos atentas. Isabelle vive, Clarissa vive. Queremos Justiça agora e sempre".

Manifestantes levaram cartazes pedindo Justiça.
Legenda: Manifestantes levaram cartazes pedindo Justiça.
Foto: Ismael Soares.

O QUE SE SABE SOBRE A MORTE DE ISABELLE CARACRISTI

Imagens de câmeras de segurança obtidas com exclusividade pela editoria de Segurança do Diário do Nordeste mostram que o namorado da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, e a mãe dele não estavam no prédio quando a universitária morreu.

Isabelle foi encontrada morta no último domingo (13), no Condomínio La Piazza, no bairro Aldeota. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) informa que nela foram encontradas “lesões no corpo compatíveis com o impacto contra o solo”, o que indica uma provável queda.

As câmeras dos espaços compartilhados do edifício residencial mostram que, às 18h32, o namorado da estudante vai até a portaria do prédio. A reportagem apurou que, logo em seguida, o namorado e a mãe dele saem em um carro.

Isabelle continua no prédio e, às 19h12, é vista dentro do elevador, sozinha, com o celular na mão, a caminho do rooftop, no 23º andar.

Às 20h40 é registrada a queda e o impacto do corpo de Isabelle contra o solo

Cerca de duas horas depois da queda, às 22h48, o namorado retorna ao prédio.

O namorado da vítima sai do prédio antes das 19h.
Legenda: O namorado da vítima sai do prédio antes das 19h.
Foto: Arquivo.

Horário do retorno do namorado ao edifício.
Legenda: Horário do retorno do namorado ao edifício.
Foto: Arquivo.

A reportagem também apurou que não havia sinais de luta corporal dentro do apartamento.

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) anunciou que pretende ouvir oito pessoas. Destas, quatro já tiveram depoimentos colhidos, enquanto as demais têm oitivas agendadas.

Além disso, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou, em nota, que imagens de câmeras estão em análise

Exames laboratoriais realizados tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. Exames periciais complementares estão sendo realizados pela Pefoce.

INVESTIGAÇÃO SOBRE MORTE DE UNIVERSITÁRIA

A SSPDS disse ainda que a PCCE e a Pefoce têm empreendido esforços para elucidar o caso. Somente após a finalização dos trabalhos, será possível concluir a dinâmica da morte.

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