'Disciplina do PCC' é denunciado por envolvimento na morte de irmãs de 15 e 17 anos no Ceará

Antônio Wellington Alves Pires foi preso horas após os corpos das irmãs serem encontrados em Tauá.

Escrito por Mirla Nobre mirla.nobre@svm.com.br
22 de Outubro de 2026 - 21:26
capa da noticia
Legenda: Irmãs foram encontradas mortas na zona rural do município de Tauá, no Sertão dos Inhamuns.
Foto: Reprodução/Flaviano Oliveira.

O suspeito preso por participação na morte de duas irmãs, de 15 e 17 anos, em Tauá, no Sertão de Inhamuns, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) na última segunda-feira (19).

Antônio Wellington Alves Pires, 27, foi acusado pelo duplo homicídio registrado no dia 12 de outubro. O crime teria sido motivado por disputa entre facções criminosas. 

As vítimas foram retiradas à força da casa dos avós na localidade de Sítio Cachoeira de Fora, zona rural do município de Arneiroz, cidade vizinha de Tauá, por quatro homens que se apresentaram como falsos policiais. 

No local, os suspeitos revelaram que eram integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As irmãs foram rendidas pelos criminosos e colocadas dentro de um carro. Os corpos das adolescentes foram localizados na manhã seguinte na zona rural de Tauá. 

De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tauá, os laudos periciais indicaram que as irmãs foram executadas a tiros. 

A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), busca identificar se as vítimas foram mortas após ‘rasgarem’ a camisa do PCC para passar a integrar a facção rival Comando Vermelho (CV). Uma das vítimas também estaria se relacionando com um membro do grupo criminoso carioca. 

Papel estratégico no PCC

Wellington, conhecido como ‘Jamaica’ ou ‘Halloween’, exerceria um papel estratégico de ‘Disciplina’ no PCC, sendo responsável por aplicar punições aos integrantes da facção em razão de suas condutas. 

A investigação identificou que outros três homens atuaram no duplo homicídio das irmãs. O MP requisitou o complemento das diligências para que sejam identificados os demais envolvidos que ainda estão foragidos, bem como a apuração de supostas ameaças que circulam em redes sociais.

O Diário do Nordeste procurou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para saber se os demais envolvidos no crime foram identificados e presos. A matéria será atualizada quando houver resposta. 

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Edição do Dia