Casal investigado por ligação com facção é preso em hotel de luxo na Beira-Mar

A Polícia apreendeu drogas, dinheiro, relógios de luxo e substâncias utilizadas em procedimentos estéticos.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Novembro de 2026 - 11:11
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Legenda: O casal foi preso em flagrante e agora cumpre prisão preventiva.
Foto: Divulgação/SSPDS.

Um casal suspeito de integrar a facção criminosa Comando Vermelho foi preso pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), na quinta-feira (5), em um hotel localizado na Avenida Beira-Mar, no bairro Mucuripe, em Fortaleza. Após audiência de custódia, realizada na sexta-feira (6), a dupla agora cumpre prisão preventiva.

Os investigados são Luís Damásio Barbosa Júnior, de 25 anos, conhecido como "Junin PT" ou "Lord", e Marina Amorim Mendes, de 33 anos. Durante a operação, os agentes apreenderam drogas, relógios de luxo, substâncias utilizadas em procedimentos estéticos e R$ 29 mil em dinheiro.

Os dois são investigados por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, agiotagem e porte ilegal de arma de fogo. Segundo a investigação, Luís Damásio exerceria uma posição de liderança no Comando Vermelho, com atuação nos bairros Henrique Jorge, em Fortaleza, e Parque das Nações, em Caucaia.

A prisão preventiva foi determinada pelo juiz Carlos Henrique Neves Gondim, do Núcleo de Custódia e das Garantias da Capital, que considerou haver indícios de participação dos investigados em atividades criminosas e risco de reincidência.

Como ocorreu a prisão

Na manhã de quinta-feira, os investigadores receberam informações de que Luís Damásio e Marina estavam em um hotel de luxo, na Avenida Beira-Mar. O casal já era investigado desde fevereiro.

Os policiais encontraram o casal no térreo do estabelecimento, nas proximidades do restaurante e da piscina, e apreenderam seus aparelhos celulares. Em seguida, as equipes realizaram buscas em um apartamento do hotel, onde localizaram 77 papelotes de maconha, cerca de cinco gramas de haxixe, relógios de luxo, um notebook e outros objetos.

Material apreendido pela Polícia Civil durante a captura dos suspeitos.
Legenda: Material apreendido pela Polícia Civil durante a captura dos suspeitos.
Foto: Divulgação/SSPDS.

Também foram apreendidas substâncias utilizadas em procedimentos estéticos, incluindo ácido hialurônico e toxina botulínica. Segundo a Polícia Civil, um dos produtos não possuía registro nos órgãos de controle sanitário do país.

O notebook encontrado no apartamento estava identificado como pertencente a uma clínica de fisioterapia dermatofuncional. O relato policial também registra que uma profissional vinculada ao estabelecimento esteve no imóvel na noite anterior à operação. A decisão judicial não atribui a ela participação nos crimes investigados.

Durante a ação, os agentes apreenderam ainda um veículo utilizado pelo casal, que estaria com a placa parcialmente encoberta. Paralelamente, outra equipe cumpriu mandado de busca em um imóvel no bairro Henrique Jorge, identificado pelos investigadores como residência dos suspeitos. No endereço, foram apreendidos R$ 29 mil em espécie, além de outros objetos.

Após a operação, Luís Damásio e Marina foram encaminhados à 1ª Delegacia Seccional de Caucaia, onde foram autuados em flagrante.

Justiça determina prisão preventiva

Na audiência de custódia, realizada na sexta-feira, o juiz Carlos Henrique Neves Gondim homologou o flagrante e determinou que os dois investigados permanecessem presos preventivamente. O magistrado considerou que os materiais apreendidos e os elementos reunidos pela investigação indicavam possível participação do casal no comércio ilegal de entorpecentes.

A decisão também levou em consideração as suspeitas de ligação com o Comando Vermelho e a possibilidade de continuidade das atividades criminosas caso os investigados fossem colocados em liberdade.

Segundo o documento, Marina não possui antecedentes criminais. Luís Damásio, por sua vez, responde a um processo por lesão corporal leve.

A defesa da mulher solicitou a substituição da prisão preventiva por domiciliar, sob o argumento de que ela é mãe de uma criança menor de 12 anos. O pedido foi rejeitado pelo magistrado, que apontou indícios de que o tráfico de drogas ocorreria no imóvel onde a criança permanecia.

"Seria incoerente a determinação do retorno ao lar da incriminada, sob a alegativa de que tal circunstância melhor atenderia aos direitos da criança, considerando que, ao que tudo indica, o tráfico era realizado no interior do imóvel onde se encontrava a criança", afirmou o juiz.