Senado mantém discussão sobre fim da escala 6x1, mas oposição tenta esvaziar sessões

Resultados das urnas podem impactar aprovação da medida que prevê dois dias de folga semanal a trabalhadores.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
06 de Outubro de 2026 - 10:05
capa da noticia
Legenda: Mínimo de 49 dos 81 senadores precisam ser favoráveis à proposta para ela ser aprovada.
Foto: Lula Marques / Agência Brasil.

O plenário do Senado Federal começa nesta terça (6) o calendário de discussão do fim da escala 6x1, que já estava previsto antes da realização do 1º turno. 

O resultado das urnas, no entanto, pode impactar o desenrolar da pauta que prevê dois dias de folga semanal a trabalhadores, já que senadores do PL e outros partidos de direita tentam esvaziar as sessões. 

O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) havia definido na sexta-feira (2) que três sessões semipresenciais devem ocorrer nesta semana para debater a Proposta de Emenda à Constituição. Além de hoje (6), as discussões seguem amanhã (7) e quinta (8).

Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) ao fim do 1º turno e o avanço no próprio Senado de candidatos da direita que são contra a PEC, há movimentos de parlamentares de oposição para inviabilizar a votação sobre o tema, que é uma das bandeiras da campanha de reeleição do petista.

Segundo o g1, líderes da oposição ao Governo Lula buscam esvaziar as sessões de discussão desta semana. Sem o quórum necessário, o avanço da pauta fica inviabilizado. Conforme a Folha de São Paulo, empresários contrários ao fim da 6x1 começaram a pressionar senadores a não participarem dos debates.

Pelo menos três quintos dos votos de senadores precisam ser favoráveis a uma proposta para ela ser aprovada, o que dá 49 senadores. A partir de 2027, o PL — contrário ao fim da 6x1 — terá a maior bancada do Senado Federal, com 28 senadores.

O que é a escala 6x1?

Na prática, o fim da escala 6x1 reduz a jornada máxima de trabalho semanal e estabelece dois dias de folga na semana.

O texto da PEC estabelece:

  • Redução da jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas;
  • Máximo de horas diárias de trabalho segue sendo 8. 

A proposta também estabelece dois descansos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Atualmente, há apenas um descanso semanal remunerado, também preferencial aos domingos.

A partir disso, a escala de trabalho fica determinada como sendo 5x2 — ou seja, de cinco dias de trabalho e duas folgas na semana. 

Determinadas categorias profissionais que precisem de regimes especiais de trabalho seguirão sendo regidas por leis específicas, acordos ou convenções coletivas, por exemplo.

A proposta reduz a jornada de trabalho e amplia o repouso semanal remunerado sem prever qualquer redução de salário. Além disso, a PEC prevê transição para a redução. 

Em 60 dias após a promulgação do fim da escala 6x1, a jornada primeiramente cai para 42 horas. Já em 12 meses após a promulgação, ela chegará às 40 horas definidas no texto.

Aprovações anteriores da escala 6x1

Em maio deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o texto sobre o fim da escala 6x1. 

Já no início de setembro, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a redução da jornada.

 

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Colunistas

Edição do Dia