O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a redução do número de ônibus na capital baiana nas primeiras horas deste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, ocorreu para retirar adesivos de propaganda eleitoral encontrados em veículos da frota.
Durante a manhã, de acordo com o Procon-BA, 944 ônibus estavam parados em garagens de Salvador.
Segundo o g1, Bruno explicou, em entrevista coletiva, que os empresários responsáveis pelas empresas de ônibus determinaram a retirada de material de propaganda do presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cumprir as regras da Justiça Eleitoral, o que teria atrasado a saída dos veículos das garagens.
Reis ainda afirmou que a operação foi normalizada ainda pela manhã, por volta das 10h, após a administração municipal perceber que a retirada dos adesivos estaria causando prejuízos à população.
“Quem trouxe problemas hoje? Essa é a pergunta a ser respondida”, questionou o prefeito, que afirmou ter ampliado a frota para dar conta da demanda após os atrasos e criticou a repercussão negativa da redução da frota.
TRE-BA mandou prender secretário de Mobilidade
Após reclamações da população e constatar a redução da frota, o que contraria as determinações eleitorais, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) mandou prender o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza.
A Prefeitura informou que ele está em "missão oficial" em Paris, na França, a convite do governo francês, e que deve retornar ao Brasil na próxima segunda-feira (26), quando irá se apresentar às autoridades.
Bruno Reis afirmou que a medida foi "desproporcional" e que a determinação de prisão foi expedida após a operação já ter sido normalizada.
Antes da normalização da circulação dos ônibus, o presidente do TRE-BA, desembargador eleitoral Mauricio Kertzman Szporer, também determinou uma multa de R$ 1 milhão por hora de atraso.