PF deflagra operação após apreender R$ 4 milhões com suspeita de vínculo eleitoral

A ação investiga um empresário e um policial militar no interior de Roraima.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
03 de Outubro de 2026 - 14:43 (Atualizado às 15:27)
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Legenda: Operação visa buscar novas provas que esclareçam a origem e a destinação dos recursos.
Foto: Divulgação / PF.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã deste sábado (3), a "Operação Moriaty", para investigar a possível movimentação irregular de dinheiro com indícios de vínculo eleitoral em Roraima.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Juízo Eleitoral das Garantias da 2ª Zona Eleitoral de Caracaraí (RR).

Conforme o Metrópoles, os alvos da operação foram o empresário Luiz Brito e o policial militar aposentado José Bertoldo Peres Júnior.

Detalhes da operação

Batizada em referência ao arqui-inimigo do personagem Sherlock Holmes, a ação ocorre após a apreensão de cerca de R$ 4 milhões em espécie, flagrados sob posse dos investigados.

Segundo a PF, os elementos obtidos “revelaram indícios de movimentação de valores sem justificativa plausível”, com “possível destinação relacionada a financiamento eleitoral irregular”.

As diligências realizadas nesta fase têm por objetivo obter novos elementos de prova, esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e identificar eventuais outros envolvidos nas operações financeiras investigadas.

PF cumpre 19 mandados no Ceará

Também neste sábado, a PF deflagrou a "Operação Rastilho", no Ceará, voltada ao combate e à apuração de crimes e ilícitos eleitorais no Estado.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais apreenderam cerca de R$ 120 mil em espécie, além de telefones celulares, equipamentos eletrônicos e anotações diversas.

As diligências ocorreram simultaneamente na capital, Fortaleza, e nos municípios de Coreaú, Irauçuba e Itapajé. A ofensiva cumpriu 19 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral.

A ação foi em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

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