A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã deste sábado (3), a Operação Rastilho, voltada ao combate e à apuração de crimes e ilícitos eleitorais no Estado do Ceará. Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais apreenderam cerca de R$ 120 mil em espécie, além de telefones celulares, equipamentos eletrônicos e anotações diversas.
As diligências ocorreram simultaneamente na capital, Fortaleza, e nos municípios de Coreaú, Irauçuba e Itapajé. A ofensiva cumpriu 19 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral.
A ação foi em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O Diário do Nordeste acionou a Polícia Federal no Ceará e o Ministério Público para saber outros detalhes da ação e aguarda retorno. Por sua vez, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) respondeu que não possui mais informações acerca da operação.
Desdobramento e esquema sob investigação
A Operação Rastilho é um desdobramento direto da Operação Rastro, deflagrada em 31 de agosto deste ano, quando foram recolhidos R$ 334 mil em dinheiro, computadores e celulares. A perícia e a análise do material da primeira fase revelaram a necessidade de aprofundar as investigações sobre repasses e transações que superam R$ 9,8 milhões.
Entenda o caso
* Operação Rastro (1ª Fase)
31 de agosto de 2026
Deflagração inicial com apreensão de R$ 334 mil em espécie, além de telefones e computadores. A análise das provas revelou movimentações financeiras atípicas superiores a R$ 9,8 milhões.
* Operação Rastilho (2ª Fase)
3 de outubro de 2026
Execução de 19 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé, culminando na apreensão de R$ 120 mil em dinheiro e documentos.
De acordo com as autoridades, apura-se a realização de pagamentos indevidos para a compra de apoio político-eleitoral em múltiplos municípios do Ceará, com indícios de uso da estrutura de uma entidade sindical para intermediar e operacionalizar o fluxo de capitais.
Segundo a PF, o adiantamento das buscas antes do pleito teve como objetivo colher e resguardar provas contemporâneas aos fatos investigados, travando a circulação indevida de valores na reta final do período eleitoral. Todo o material apreendido passará por análise pericial sob a supervisão do Tribunal Regional Eleitoral e da Justiça Eleitoral do Ceará.