O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou, nesta sexta-feira (11), que pretende “enfrentar o crime organizado” no Estado caso seja eleito. A declaração foi dada durante a inauguração do Comitê Central da campanha, na Praia de Iracema, em Fortaleza. O ato reuniu apoiadores e militantes tucanos.
Ciro classificou o evento como uma “confraternização com a militância” e ressaltou que decidiu disputar o Governo com o objetivo de promover uma mudança no Estado. “Nós precisamos enfrentar o crime organizado que hoje tomou conta do Ceará com a conivência e a cumplicidade de um governo incompetente e fraco”, disse.
Caso Bebeto Queiroz
O candidato também voltou a citar o caso do ex-prefeito de Choró Bebeto Queiroz, que está foragido há mais de um ano. O tucano tem criticado o governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), pela demora na captura do político.
Ciro ainda contestou uma declaração de Elmano feita durante o Debate PontoPoder, realizado na última quarta-feira (9). Na ocasião, o governador afirmou que Bebeto havia apoiado o candidato a vice-governador, Roberto Cláudio (União Brasil), na eleição de 2022. Nesta sexta, Ciro criticou o adversário por fazer a associação. “Não é só ele não conseguir prender, mas é ele vir dizer na televisão, no debate, que o Bebeto do Choró apoiou Roberto Cláudio, quando o Bebeto do Choró apoiou a ele”, afirmou.
Ainda sobre o debate, Ciro reclamou de ter sido chamado de “vagabundo” pelo governador. “Eu tenho 40 anos de serviço prestado ao Ceará, será que eu mereço ser chamado de vagabundo, de moleque, e nem sequer tenho o direito de reagir? Só se fosse outra pessoa, porque esse aqui vai encarar as facções, quanto mais esse magote de fuleragem”, disse.
O tucano afirmou também que pretende levar ao próximo debate eleitoral críticas aos indicadores econômicos e sociais do Ceará. “Eu vou mostrar que isso é consequência da corrupção e da incompetência do governo Elmano e vou pedir ao povo que me ajude a mudar isso”, declarou.
Ao comentar a estratégia para a sequência da campanha, ele revelou que pretende concentrar o discurso na apresentação de indicadores e nas críticas à atual administração estadual. “Eu estou muito interessado em mostrar números, identificar problemas”, afirmou.
Ele disse ainda que pretende intensificar as agendas e o contato com os eleitores. “Trabalhar muito, procurar o povo, unir o povo”, resumiu.