Etice amplia rede do Ceará para 400 Gbps para suportar avanço da IA
Objetivo é aumentar a disponibilidade dos serviços e melhorar a qualidade da conexão oferecida aos clientes.
Novidade: o Cinturão Digital do Ceará, operado pela Empresa de Tecnologia da Informação (Etice) terá a largura de banda do backbone principal ampliada de 100 Gbps para 400 Gbps. A expansão, objeto de processo licitatório em curso, quadruplicará ainda neste ano a capacidade de transmissão da rede para acompanhar o aumento do tráfego de dados previsto pela intensificação do uso de inteligência artificial nos órgãos do governo do Estado.
A informação foi transmitida à coluna por Álvaro Maia, gerente de Operações do Cinturão Digital. Segundo ele, a ampliação do backbone é necessária para preparar a infraestrutura para a adoção crescente de aplicações de inteligência artificial, que demandam maior volume de processamento, armazenamento e circulação de dados.
A medida integra um conjunto de ações voltadas à expansão da rede, ao aumento da disponibilidade dos serviços e à melhoria da qualidade da conexão oferecida aos clientes.
Atualmente, o Cinturão Digital tem 5.967 quilômetros de fibra óptica e atende 139 municípios cearenses. A previsão é chegar a 141 municípios até o dia 26 do próximo mês de dezembro, com a conclusão de sua expansão para Icó e Pedra Branca.
A conexão com o IX.br, por sua vez, tem largura de banda (taxa de transmissão) de 100 Gbps. Trata-se de uma estrutura distinta do backbone (eixo central por onde passam grandes volumes de informações) do Cinturão Digital. O IX.br permite a troca direta de tráfego entre diferentes redes, o que reduz a necessidade de utilizar redes intermediárias para alcançar outros provedores e serviços conectados ao ponto de troca de tráfego.
Segundo Álvaro Maia, a Etice também está ampliando três links de saída para a internet, que passarão de 10 Gbps para até 100 Gbps. A combinação do aumento da capacidade do backbone, dos links de saída e da conexão com o IX.br amplia a capacidade de circulação de dados da rede estadual e dá suporte ao crescimento do tráfego associado à expansão dos serviços digitais e das aplicações de inteligência artificial.
A previsão é de que o uso de inteligência artificial se intensifique nos serviços públicos estaduais nos próximos anos. Com isso, órgãos do governo do Estado deverão gerar e movimentar volumes cada vez maiores de dados, o que torna necessária a ampliação da taxa de transmissão do Cinturão Digital de 100 Gbps para 400 Gbps.
A Gerência de Operações trabalha ainda para elevar a disponibilidade do backbone de 99,9% para 99,99% no próximo ano. A meta envolve a implantação de subanéis e outras soluções para reduzir os efeitos de rompimentos de fibra sobre o funcionamento da rede.
A Etice também está ampliando a autonomia das estações em situações de interrupção no fornecimento de energia elétrica. Segundo Maia, as falhas de energia estão entre os principais fatores que afetam a disponibilidade do Cinturão Digital.
Outra iniciativa é a criação de um produto de redundância para a última milha. A proposta permitirá ao cliente contratar uma segunda rota de conexão, com possibilidade de utilização de outra fibra ou de tecnologias como satélite e 5G.
Veja também