Ceará é destaque nacional no ensino remoto

Fazendo uma retrospectiva constatamos que a ominosa urdidura pandêmica agregou a educação cearense entre seus fios exatamente no dia 19 de março de 2020. 

Nessa data por questões preventivas, as atividades presenciais em escolas e universidades públicas foram suspensas. 
Com isso o Ensino Remoto (ER) tornou-se a principal opção emergencial para manutenção das aulas.

Consequentemente as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) assumem o protagonismo sendo ferramentas indispensáveis no processo de ensino aprendizagem a distância.

É inegável que a imprevisibilidade das circunstâncias privou a regência educacional de estruturar minimamente suas práticas remotas de maneira antecipada, porém toda comunidade escolar precisou aprender abruptamente “a trocar o pneu do carro com o veículo em movimento”. 

Parece algo impossível? Tal qual é a superação do persistente problema da desigualdade social, e inclusão digital em nosso País. Por esse motivo é preciso reconhecermos que a superação desses desafios somente seria possível através de uma firme parceria social entre os governos, escolas e comunidade. 

Todavia, permitam-me destacar um dos vitais cooperadores dessa grande força tarefa: os professores, que com poucos recursos, buscaram novas estratégias didáticas, pedagógicas e transformaram as salas de suas casas em um praticável ambiente de aprendizagem.

Finalmente, entendemos que ainda estamos em processo de aperfeiçoamento. Entretanto os frutos dessa dedicação já estão sendo colhidos, visto que o Conselho Estadual de Educação do Ceará apurou e “os estudantes cearenses são os que mais realizam as atividades escolares que recebem: 90,7% de seis a nove anos; 89% de 10 a 14 anos e 88,8% e 15 a 18 anos”.

Davi Marreiro
Professor da rede pública


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