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Veja a lista dos 10 bairros mais baratos para comprar apartamento em Fortaleza

Pesquisa avaliou preço médio dos residenciais verticais de 57 bairros da Capital.

Escrito por Letícia do Vale leticia.dovale@svm.com.br
17 de Junho de 2026 - 06:00
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Legenda: M² mais caro é 486% maior que mais barato.
Foto: Fabiane de Paula

O preço médio do m² dos residenciais verticais localizados no bairro Parque Santa Filomena é o mais barato de Fortaleza. Segundo levantamento da agência Brain e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), o valor, em abril de 2026, era de R$ 3.989/m²

Ao todo, foram pesquisados 57 bairros. Em seguida aparecem Bom Jardim (R$ 5.204/m²), Coaçu (R$ 5.520/m²), Ancuri (R$ 5.722/m²) e Siqueira (R$ 5.786/m²)

Paralelamente, o m² de residenciais verticais mais caro de Fortaleza fica no bairro Beira Mar, chegando a R$ 23.377/m². O valor é 486% maior que a média registrada no Parque Santa Filomena, de acordo com a pesquisa.  

Seguindo a lista dos maiores valores, estão os bairros Mucuripe (R$ 20.214/m²), Meireles (R$ 19.678/m²), Aldeota (R$ 16.084/m2) e Dionísio Torres (R$ 14.329/m²).

Entre os 57 bairros analisados, o Carlito Pamplona foi o único que não registrou preço médio. Isso ocorreu porque todas as 11 unidades disponíveis na área em março foram vendidas, impossibilitando o cálculo do preço médio em abril.

Polarização imobiliária

Na visão do membro do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, a estrutura imobiliária de Fortaleza reflete uma polarização geográfica e econômica. 

Segundo ele, a escassez de terrenos próximos à orla inflama os preços na região, enquanto na área periférica o crescimento é impulsionado pela expansão das habitações populares. 

Outro ponto destacado por Coimbra é a presença mais forte de infraestrutura nas regiões nobres, como opções de mobilidade, hospitais, shoppings, escolas e vias de acesso rápido.

"Então, os bairros que são considerados mais caros, são consolidados como polos de luxo, de super prédios, e acabam atraindo altíssima renda e investidores. Já os bairros mais baratos têm um forte apelo social, são motores de entrada para casa própria movimentados por programas como o Minha Casa e Minha Vida", aponta. 

Além disso, enquanto as áreas mais caras são caracterizadas pela verticalização, o especialista indica que, nos bairros econômicos, se populariza a tendência de condomínios horizontais.  

"Tem um surgimento bem interessante de condomínios horizontais, principalmente nessa região mais sul da cidade, já se aproximando dos municípios de Eusébio e Aquiraz", ressalta.  

 
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