Ceará deve ter mais de 2,7 mil vagas de emprego temporário abertas para o Natal

Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Ceará ocupa o segundo maior número de vagas do Nordeste

Legenda: Considerada a melhor data para as vendas do varejo, o Natal deve movimentar cerca de R$ 37,5 bilhões em 2020, segundo o estudo da CNC
Foto: Helene Santos

O comércio varejista cearense deve abrir 2,7 mil vagas de emprego neste fim de ano, segundo as projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número de vagas ofertadas neste ano representa um resultado 26,75% inferior ao visto em 2019, quando o saldo de ofertas de emprego girava em torno de 3,7 mil.

Considerada a melhor data para as vendas do varejo, o Natal deve movimentar cerca de R$ 37,5 bilhões em 2020, segundo o estudo da CNC. Mesmo com os efeitos sentidos pela pandemia do novo coronavírus, a expectativa de faturamento do comércio ainda é superior ao visto em 2019 (R$ 35,9 bilhões).

Segundo o estudo, mesmo que neste ano o cenário econômico apresente perspectivas favoráveis para o consumo, com a queda da inflação e a redução dos juros, o comportamento das vendas seguirá o ritmo da "regeneração do mercado de trabalho". 

"Apesar da inflação baixa e dos juros básicos no piso histórico, o  comportamento das vendas seguirá ditado pelo ritmo de regeneração do mercado de trabalho, pela evolução das vendas online e por medidas voltadas para mitigar os efeitos da recessão, como, por exemplo, o auxílio emergencial", diz o documento.

Em todo o País, a estimativa é que 70,7 mil postos de trabalho temporários sejam gerados para atender a demanda do período. O número de vagas é 19,7% menor ante os 88 mil postos criados em 2019. Apesar da queda, o Ceará está entre os dez primeiros Estados com maior geração de vagas temporárias em todo o Brasil.

Confira o ranking:

  1. São Paulo: 17,90 mil
  2. Minas Gerais: 8,33 mil
  3. Rio de Janeiro: 6,92 mil
  4. Rio Grande do Sul: 6,02 mil
  5. Santa Catarina: 5,33 mil
  6. Paraná: 4,27 mil
  7. Pernambuco:3,23 mil
  8. Ceará: 2,71 mil
  9. Bahia: 1,89 mil
  10. Goiás: 1,52 mil

Setores

De acordo com o estudo, a distribuição das vagas em relação aos setores de varejo terá 30,7% das oportunidades destinadas para vestuário e calçados, 13,7% para artigos de uso pessoal e doméstico, e 13,4% para hiper e supermercados, além de 6,7% para demais segmentos e 6,2% para móveis e eletrodomésticos.

"Embora as lojas de vestuário e calçados respondam pela maior parte das vagas voltadas para o Natal, a oferta de 30,7 mil vagas neste segmento em 2020 deverá equivaler a pouco mais da metade dos 59,2 mil postos criados no ano passado, na medida em que esse ramo do varejo vem apresentando maiores dificuldades em reaver o nível de vendas anterior ao início da pandemia de Covid-19", revela o documento do estudo.

Salários

Apesar da redução no número de vagas, o salário médio de admissão deverá girar em torno de R$ 1.319, uma alta de 4,6% em comparação a 2019, R$ 1.263. Dentre os setores do varejo, o maior salário deverá ser pago pelas lojas especializadas em produtos de informática, a previsão é que o seguimento pague em média um salário de  R$1.618 aos seus colaboradores.

Logo atrás do segmento de informática estão: farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.602), operadores de caixa (R$ 2.272,78), repositores de mercadorias (R$ 1.576,24), embaladores (R$1.415,36), atendente de lojas e mercados (R$1.373,66) e vendedor de comércio varejista (R$1.285,60).

A pesquisa ainda aponta que o cenário de incerteza econômica, bem como do consumo poderá impactar em uma menor taxa de efetivação desses trabalhadores após o Natal. A estimativa é que apenas 16,3% dos trabalhadores temporários se tornem efetivos.

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