Sonho de jogar no Milan e fã de Messi: quem é Alisson Santana, surpresa da lista de Ancelotti

O ponta foi convocado para os amistosos ante Japão e Singapura pelo desempenho na Ucrânia e relação com Rodrigo Caetano

Escrito por Rangel Diniz jogada@svm.com.br
29 de Outubro de 2026 - 16:18 (Atualizado às 16:28)
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Legenda: Alisson é canhoto e joga aberto pela direita, mas também atua pelo lado contrário quando necessário
Foto: STEFAN KOOPS / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Carlo Ancelotti convocou a Seleção Brasileira nesta quinta-feira (29) e, pela primeira vez, o ponta Alisson Santana, de 21 anos, do Shakhtar Donetsk, figurou entre os listados. Gaúcho de Cachoeirinha, revelado pelo Atlético-MG e vendido à Ucrânia aos 19 anos, ele chega à Canarinho em boa fase na temporada europeia.

O canhoto de 1,83m nasceu em 2005, em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), e foi descoberto em competições de base no Sul, indo ao Atlético-MG com apenas 14 anos pelo destaque. Hoje, é crucial para o Shakhtar Donetsk, com três gol e quatro assistências nos 12 jogos que fez nessa temporada.

Na base do Galo, foi campeão mineiro sub-17 em 2021. Aos 16, quase foi perdido: o processo para assinar o primeiro contrato profissional durou 18 meses, com outros grandes clubes interessados, e só andou quando Rodrigo Caetano entrou na negociação.

Alisson é canhoto e joga aberto pela direita, mas também atua pelo lado contrário quando necessário
Legenda: Alisson é canhoto e joga aberto pela direita, mas também atua pelo lado contrário quando necessário
Foto: STEFAN KOOPS / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP


Caetano, hoje coordenador técnico da Seleção, viu um jogo do sub-17 do Atlético em 2022 e, desde então, ficou de olho. O contrato profissional, de três anos, saiu em 31 de agosto daquele ano. Agora, eles vão se reencontrar na Seleção.

A estreia como profissional veio em 8 de julho de 2023, aos 17 anos, no segundo tempo da derrota por 1 a 0 para o Corinthians, pelo Brasileirão. Naquele ano jogou só cinco partidas, mas agradava a torcida, que pedia mais minutos.

A virada foi em 2024. Ele somou 36 jogos e três gols pelo Atlético, mesmo atuando como ala em alguns jogos. Arisco, a projeção atraiu o mercado: Arsenal, Fulham e Newcastle chegaram a ser citados como interessados, e o Leicester ofereceu 13 milhões de euros em janeiro de 2025, proposta recusada pelo Galo.

VENDA AO SHAKTAR E SONHO ROSSONERO

Em 2025, Alisson foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, com contrato de cinco anos, por 16 milhões de euros. Foi a terceira maior venda da história do Galo, atrás de Paulinho e de Bernard, que também foi para o Shakhtar, em 2013.

Hoje são 13 brasileiros no elenco profissional do time ucraniano, quase todos com menos de 24 anos. Em 2025 ele já tinha uma taça na Ucrânia: a Copa da Ucrânia de 2024/25, decidida contra o Dynamo Kiev nos pênaltis. Pela Seleção sub-20, foi campeão sul-americano em 2025, na Venezuela.

A temporada 2025/26 foi a da consolidação: 26 jogos, 7 gols e 8 assistências, sendo seis dos gols anotados em competições europeias. Ele atribui parte da evolução ao técnico Arda Turan, que o mandou atacar mais o espaço e chegar à área em vez de esperar a bola na ponta. 

Nesta temporada, o Shakhtar é o segundo colocado do Campeonato Ucraniano, e Alisson tem dois gols e duas assistências na liga, em cerca de 480 minutos. A Trivela contabiliza três gols e quatro assistências no total do ano.

Na Champions League, jogou três vezes e deu uma assistência. Na semana passada, empatou sem gols com a Inter em San Siro e, antes do jogo, disse a um site italiano que sempre sonhou em jogar ali e que gosta do Milan. Ele tem Messi como “maior referência”, mas sempre destaca Yamal, Neymar e Savinho, com quem atuou no Galo.