Ícone do axé no Brasil, o cantor Netinho — que faleceu nesta terça-feira (13) aos 60 anos — também se aventurou em outros ritmos ao longo dos quase 40 anos de carreira.
Uma dessas apostas foi concretizada no álbum promocional “Netinho – Uma noite no forró elétrico”, lançado pelo cantor em 2012.
Em entrevista ao Diário do Nordeste em julho daquele ano, o artista falou sobre o projeto e a relação com o forró. O CD fez parte de uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga.
No trabalho, Netinho gravou canções do rei do baião e outros nomes importantes do forró, como o cantor e compositor Dorgival Dantas. “Foi bacana porque eu não sabia que tinha tanta música linda no gênero”, afirmou ao DN.
“Adoro o São João. Para mim é a segunda festa mais bonita, depois do Carnaval. Todo ano a gente faz festa de São João lá em casa, com fogueira, pamonha, canjica. Minha filha adora. E amo dançar forró. Não sei dançar, mas amo”, compartilhou.
Mistura de forró com ritmos dos trios elétricos
Detalhes do trabalho são informados no site oficial do artista baiano. Segundo a página, a ideia para o projeto surgiu dois meses antes do São João de 2012. Nas festas juninas, o álbum já estava disponível aos fãs de forma gratuita na internet.
O repertório reúne 20 faixas “escolhidas a dedo por Netinho, cantadas por sua voz macia e emocionada, sobre arranjos que misturam os ritmos tradicionais do forró com os ritmos constantes nos trios elétricos da Bahia”.
De Dorgival, Netinho gravou “Paixão errada”, “Eu estou sem amor”, “Destá” e “Pode chorar”. Já de Gonzagão, as escolhidas foram “Xote das meninas” e, em pout-pourri, “Forró de cabo a rabo”, “Olha pro céu” e "Sanfoninha choradeira".
Projeto de 2024 dedicado ao forró tinha Fagner no repertório
Em 2024, o cantor Netinho lançou o projeto "Tributo a Luiz Gonzaga e ao Forró", com o qual pretendia rodar o Brasil com shows em homenagem ao artista.
No repertório previsto, estavam não apenas canções do Rei do Baião, mas também sucessos como "Espumas ao Vento" — escrita por Accioly Neto e sucesso na voz do cearense Fagner — "Feira de mangaio" e "Isso aqui tá bom demais"
Segundo o site Alô Alô Bahia, dois shows foram realizados no período junino daquele ano, mas o projeto não seguiu por questões de saúde do artista.