O show do cantor Gusttavo Lima em Iguatu, contratado por R$ 604 mil, está sendo alvo de apuração do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).
Em nota, o órgão informou, nesta segunda-feira (6), que está acompanhando o caso e que abriu um procedimento para apurar se há irregularidades na realização do show.
Ao Diário do Nordeste, o procurador-geral do Município, Jediel Leonardo, afirmou que o promotor do MPCE iniciou um procedimento preparatório e solicitou à Prefeitura cópias de processos licitatórios referentes ao evento. "Iremos encaminhar cópia integral de tudo o que foi solicitado, sem nenhum problema e dentro do prazo por ele solicitado", disse.
A apresentação está marcada para o próximo dia 16 de junho no evento Arraiá do Povo em Iguatu, na Região Centro-Sul do Estado.
Prefeitura se manifesta
Em nota, a Prefeitura de Iguatu afirmou que "buscou parcerias para que fosse possível a realização" do evento, tendo o Governo do Estado se manifestado favorável a contribuir com os custos.
"Além do Governo do Estado do Ceará, realizamos um processo licitatório para autorização de exploração pelo uso de espaço e comercialização de produtos durante o evento, no período de 15 a 18 de junho de 2022, na modalidade Pregão Presencial de maior lance ou oferta, que viabilizará, após o ingresso dos valores aos cofres públicos decorrentes dessa licitação, o custeio parte considerável do evento", completou.
O órgão ainda afirmou que aguarda o Estado informar qual valor será destinado ao Município para contribuir com a realização do evento.
Polêmicas
Na última semana, uma série de polêmicas envolvendo a contratação de cantores sertanejos por prefeituras de municípios do interior do Brasil veio à tona.
Nesse rol de casos, Gusttavo Lima teve show suspenso em Teôlandia, na Bahia, onde receberia um cachê de R$ 704 mil.
Outra apresentação cancelada, dessa vez em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais, custaria em torno de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos da Prefeitura. Os problemas eram relacionados à incompatibilidade do cachê com a realidade orçamentária dos executivos municipais.