Vizinhos de antiga agência da Caixa na Aldeota relatam insegurança, ameaças e invasões

Prédio desocupado tem sido alvo de furtos e parte da estrutura metálica desabou na madrugada desta sexta (6).

Escrito por João Gabriel Tréz joao.gabriel@svm.com.br
06 de Novembro de 2026 - 14:41
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Legenda: Região do entorno de prédio desocupado tem sofrido com insegurança.
Foto: Fabiane de Paula.

Moradores e trabalhadores do entorno do antigo prédio da Caixa Econômica Federal na Avenida Barão de Studart, no bairro Aldeota, relatam ameaças, invasões e insegurança na região.

Após meses de furtos de materiais e atos de depredação, inclusive registrados pelo Diário do Nordeste, uma parte da estrutura metálica do imóvel desocupado desabou na madrugada da sexta-feira (6).

Conforme apuração do Diário do Nordeste, os suspeitos de vandalismo e furto dos materiais têm ameaçado pedestres, utilizam drogas no local e chegaram a invadir um dos prédios residenciais da vizinhança para assaltos.

À reportagem, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) afirmou que investiga as ações criminosas no prédio desativado e, ainda, que reforçou o policiamento no local após o ocorrido da manhã de hoje. Veja posicionamento completo no final do texto.

Ameaças e medo de retaliação

Abordados pela reportagem do Diário do Nordeste, funcionários de prédios vizinhos compartilharam que a insegurança é rotina na região, mas preferiram não se identificar por receio de serem ameaçados. 

Uma casa abandonada ao lado do prédio, segundo um deles, é utilizada pelos suspeitos para uso de crack. A situação já foi denunciada, mas teria piorado nos últimos dois meses.

“Já tivemos situações de gritos, pessoas correndo por causa de briga. A gente tem medo de se tornar uma cracolândia, porque o comportamento deles é bem agressivo”, disse um morador ao jornal Bom Dia Ceará.

Espaços do prédio e na vizinhança dele têm acúulo de lixo e outros materiais.
Legenda: Espaços do prédio e na vizinhança dele têm acúulo de lixo e outros materiais.
Foto: Fabiane de Paula.

Outro morador relatou que uma vizinha foi ameaçada com faca por uma mulher que estava no local. “Tivemos situações de eles invadirem o prédio para poder fazer assalto. A gente nunca sabe o que pode acontecer”, acrescentou.

Conforme uma moradora, a polícia já foi acionada “diversas vezes” e é solícita, mas a situação continua após a saída dos agentes do local. “Eles intervêm, mas depois (os suspeitos) se espalham pelo quarteirão e, quando a polícia vai embora, uma hora depois, todo mundo volta”.

“A gente tem medo de retaliação, que eles comecem a ser violentos. A gente se sente inseguro, não consegue mais sair e transitar, não está mais almoçando no restaurante vizinho. A gente não sabe mais a quem recorrer”, desabafou a moradora.

Polícia Civil investiga ações criminosas no prédio

 A SSPDS-CE informou à reportagem que a Polícia Civil do Ceará investiga as ações criminosas ocorridas no prédio comercial desativado. 

Há mais de uma semana, em 27 de outubro, a Polícia Militar capturou em flagrante dois suspeitos de furto qualificado no imóvel. Os dois homens, de 34 e 47 anos, estavam com um carrinho de supermercado e pedaços de alumínio da estrutura.

 Ambos tinham antecedentes criminais e foram autuados por furto qualificado. Conforme a pasta, investigações buscam identificar outros suspeitos e receptadores do material. 

Imóvel desocupado tem sido alvo de furtos e vandalismo.
Legenda: Imóvel desocupado tem sido alvo de furtos e vandalismo.
Foto: Fabiane de Paula.

Policiamento no entorno foi reforçado

Em relação aos relatos de insegurança e ameaça, a secretaria afirmou que a PM realiza policiamento da região em que está o prédio desativado “por meio do Policiamento Ostensivo Geral (POG), da Força Tática (FT) e do Motopatrulhamento (MP)”.

“Além disso, o bairro conta com o apoio de equipes especializadas, como o Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e o Comando de Policiamento de Choque (CPChoque)”, segue a pasta.

Após a ocorrência da queda da estrutura, houve reforço do policiamento do local por parte de agentes da Polícia Militar. 

Em relação à segurança do imóvel alvo dos furtos e vandalismos, a SSPDS explica que, “por se tratar de uma propriedade privada, a responsabilidade sobre a vigilância permanente do prédio é do proprietário”.

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