Veja o que se sabe sobre causas do incêndio da UFPE

Polícia Federal foi acionada para investigar se a ocorrência teve origem acidental ou criminosa.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
09 de Outubro de 2026 - 07:42 (Atualizado às 07:43)
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Legenda: O incêndio da última quarta-feira (7) foi o mais grave para a UFPE, causando um prezuízo estimado de R$ 100 milhões em equipamentos.
Foto: Reprodução Redes Sociais.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi vítima de três incêndios em um intervalo de apenas oito dias. O mais recente deles, registrado na noite de quarta-feira (7), causou um prejuízo milionário ao destruir, além do prédio atingido, pesquisas acadêmicas de décadas. 

Os incêndios atingiram prédios de diferentes áreas do campus da Cidade Universitária, no Recife. Em nenhuma das três ocorrências houve registro de feridos. 

Quais as causas dos incêndios?

No primeiro incêndio, registrado no dia 30 de setembro, a UFPE apontou uma hipótese inicial para a origem do fogo. Nos dois episódios seguintes, no entanto, as causas não foram esclarecidas.

O reitor Alfredo Gomes afirmou que aguarda o trabalho da perícia para determinar a causa do incêndio da última quarta (7), que atingiu o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). 

A Polícia Federal informou que vai instaurar inquérito policial para investigar as causas do incêndio. Peritos federais já se deslocaram para a UFPE para examinar o local.

Investigação de ameaças

Em entrevista à Agência Brasil nesta quinta-feira (8), o Ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que também acionará a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF para uma investigação específica, após o registro de ameaças nas redes sociais contra universidades federais. 

"Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades", ressaltou. 

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também solicitou uma investigação rigorosa sobre o incêndio. 

Em publicação nas redes sociais, Messias disse ter determinado à Procuradoria-Geral Federal (PGF) a formação de uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações.

Instalações atingidas

O incêndio desta semana foi o terceiro em instalações da UFPE em menos de duas semanas. No dia 30 de setembro, chamas atingiram o Laboratório de Óptica Não-Linear do departamento de Física e causaram grande dano à sala.

Já no último domingo (4), houve um incêndio no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, do Centro de Biociências. Segundo a UFPE, os dois incêndios anteriores ficaram restritos às salas onde ocorreram e não deixaram vítimas.

Qual o prejuízo da UFPE? 

O incêndio da última quarta-feira (7) foi o mais grave para a UFPE, causando um prezuízo estimado de R$ 100 milhões em equipamentos, além da perda de 20 anos de pesquisas científicas. 

O prédio atingido pelas chamas abrigava laboratórios das áreas de farmácia, informática e genética, que atuavam com pesquisas nas áreas de Covid_19, câncer, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). 

 

 

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