Parlamentares aliados atacaram o presidente da Câmara e o acusaram de estar usando a Casa em benefício próprio
Brasília. Um dia depois de suspender a sessão da Câmara sem votar o projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), afirmou ontem não ser obrigado a acatar a pauta de votações proposta pelo governo. Maia entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto depois de o Executivo recusar nomear um apadrinhado para cargo na cúpula do Banco do Brasil.
Irritado, o presidente da Câmara encerrou a sessão com o argumento de que não havia acordo entre os partidos políticos para aprovar o Funpresp. Ele nega ter feito indicação para cargo no governo. Mas o comportamento de Maia foi criticado pelos seus colegas de Câmara. Sem querer se expor, deputados atacaram Maia e o acusaram de estar usando a Câmara dos Deputados em benefício próprio.
Ao mesmo tempo, parlamentares contrários à aprovação do Fundo comemoraram a decisão do presidente da Câmara. "Se ele tomou essa atitude em função de uma nomeação, que ele jamais reconhecerá, isso teve um resultado positivo na medida em que não se votou uma matéria tão polêmica", disse o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ).
Maia negou que tenha provocado uma crise com o governo, depois de não ter sido atendido em uma indicação para a diretoria do Banco do Brasil. "Não tenho indicação no governo. Essa notícia não condiz com a realidade. Os diálogos sobre cargos são feitos pelo meu partido, que tem a legitimidade", garantiu.
O apadrinhado político do presidente da Câmara seria Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, que até recentemente ocupava a diretoria de Clientes Pessoas Físicas. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Sérgio será indicado para outra função.
Um dos motivos da irritação de Maia com o Planalto seria um eventual rebaixamento de seu suposto apadrinhado político, com o seu deslocamento para Angola. "Ele (Sérgio Ricardo) tem sete anos como diretor do Banco do Brasil. Ele não foi exonerado nem demitido. Ele foi indicado para outra função do mesmo nível que exercia", afirmou Omar Barreto Lopes, gerente executivo da assessoria de imprensa do BB.
"A definição da pauta é do presidente da Câmara, que eu tomo de acordo com as minhas convicções. O fato de ouvir as opiniões não significa que tenho de acatar, muito menos do governo", disse.
Desagradou
A atitude de Maia foi considerada ruim pelo Planalto, que tem o projeto do Fundo de Previdência como prioritário. O acordo firmado no início da tarde de quarta previa que o projeto seria pelo menos discutido e haveria a tentativa de votação do texto principal. A análise dos destaques para a semana que vem. Com o adiamento, é possível que a conclusão seja só depois do Carnaval.
Apesar da maioria, partidos aliados estão divididos em relação ao projeto. O novo líder do PDT, André Figueiredo (CE), subiu à tribuna e foi claro: "Esse projeto traz danos para os futuros servidores. Não é consenso na base essa questão do Funpresp", discursou o pedetista.
Brasília. Um dia depois de suspender a sessão da Câmara sem votar o projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), afirmou ontem não ser obrigado a acatar a pauta de votações proposta pelo governo. Maia entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto depois de o Executivo recusar nomear um apadrinhado para cargo na cúpula do Banco do Brasil.
Irritado, o presidente da Câmara encerrou a sessão com o argumento de que não havia acordo entre os partidos políticos para aprovar o Funpresp. Ele nega ter feito indicação para cargo no governo. Mas o comportamento de Maia foi criticado pelos seus colegas de Câmara. Sem querer se expor, deputados atacaram Maia e o acusaram de estar usando a Câmara dos Deputados em benefício próprio.
Ao mesmo tempo, parlamentares contrários à aprovação do Fundo comemoraram a decisão do presidente da Câmara. "Se ele tomou essa atitude em função de uma nomeação, que ele jamais reconhecerá, isso teve um resultado positivo na medida em que não se votou uma matéria tão polêmica", disse o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ).
Maia negou que tenha provocado uma crise com o governo, depois de não ter sido atendido em uma indicação para a diretoria do Banco do Brasil. "Não tenho indicação no governo. Essa notícia não condiz com a realidade. Os diálogos sobre cargos são feitos pelo meu partido, que tem a legitimidade", garantiu.
O apadrinhado político do presidente da Câmara seria Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, que até recentemente ocupava a diretoria de Clientes Pessoas Físicas. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Sérgio será indicado para outra função.
Um dos motivos da irritação de Maia com o Planalto seria um eventual rebaixamento de seu suposto apadrinhado político, com o seu deslocamento para Angola. "Ele (Sérgio Ricardo) tem sete anos como diretor do Banco do Brasil. Ele não foi exonerado nem demitido. Ele foi indicado para outra função do mesmo nível que exercia", afirmou Omar Barreto Lopes, gerente executivo da assessoria de imprensa do BB.
"A definição da pauta é do presidente da Câmara, que eu tomo de acordo com as minhas convicções. O fato de ouvir as opiniões não significa que tenho de acatar, muito menos do governo", disse.
Desagradou
A atitude de Maia foi considerada ruim pelo Planalto, que tem o projeto do Fundo de Previdência como prioritário. O acordo firmado no início da tarde de quarta previa que o projeto seria pelo menos discutido e haveria a tentativa de votação do texto principal. A análise dos destaques para a semana que vem. Com o adiamento, é possível que a conclusão seja só depois do Carnaval.
Apesar da maioria, partidos aliados estão divididos em relação ao projeto. O novo líder do PDT, André Figueiredo (CE), subiu à tribuna e foi claro: "Esse projeto traz danos para os futuros servidores. Não é consenso na base essa questão do Funpresp", discursou o pedetista.