Passagem de supertufão Yagi pelo Vietnã deixa 9 mortos; veja em fotos dimensão da tragédia

Vários distritos da cidade portuária de Haiphong estão inundados e sem energia elétrica neste domingo

Escrito por Diário do Nordeste/AFP producaodiario@svm.com.br
08 de Setembro de 2024 - 10:36
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Legenda: Antes de atingir o Vietnã, o tufão Yagi passou pelo sul da China e pelas Filipinas
Foto: Nhac Nguyen/AFP

A passagem do supertufão Yagi pelo Vietnã é devastadora. O número de mortos chega a nove neste domingo (8) depois que a tempestade provocou deslizamentos de terra, destruiu os telhados de imóveis e afundou embarcações.

Quatro pessoas da mesma família morreram durante a madrugada em um deslizamento de terra na província de Hoa Binh, norte do país, informou a imprensa estatal. 

Quatro pessoas da mesma família morreram durante a madrugada em um deslizamento de terra
Legenda: Quatro pessoas da mesma família morreram durante a madrugada em um deslizamento de terra
Foto: Nhac Nguyen/AFP

O deslizamento de terra, que soterrou uma casa, aconteceu após várias horas de chuva intensa provocada pelo tufão, informou o VNExpress. O proprietário da residência, de 51 anos, conseguiu escapar, mas a mulher, a filha e dois netos morreram na tragédia.

Ventos e falta de energia elétrica

O supertufão tocou o solo no norte do Vietnã no sábado, com ventos de 149 km/h. Quatro pessoas morreram no mesmo dia, segundo o departamento de gestão de desastres. Um homem faleceu na sexta-feira na província de Hai Duong.

Vários distritos da cidade portuária de Haiphong estavam inundados e sem energia elétrica neste domingo. Pelo menos 23 barcos foram danificados ou afundaram na ilha de Tuan Chau, segundo os moradores.

Pelo menos 23 barcos foram danificados ou afundaram na ilha de Tuan Chau
Legenda: Pelo menos 23 barcos foram danificados ou afundaram na ilha de Tuan Chau
Foto: Nhac Nguyen/AFP

Antes de atingir o Vietnã, o tufão Yagi passou pelo sul da China e pelas Filipinas, onde provocou pelo menos 24 mortes e deixou dezenas de feridos.

Um estudo publicado em julho mostra que os tufões da região estão se formando mais perto da costa, ganhando intensidade de maneira mais rápida e permanecem mais tempo sobre a terra em consequência das mudanças climáticas.