O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (16), que irá restringir a validade dos vistos para estudantes, visitantes em programas de intercâmbio e jornalistas estrangeiros.
Segundo a nova regra, definida pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), a duração dos documentos não poderá passar de quatro anos. Em especial para os jornalistas, o prazo é ainda menor: 240 dias. Ou, no caso de cidadãos chineses, 90 dias.
Apesar da mudança, os titulares dos vistos ainda poderão solicitar prorrogações ou obter readmissão viajando para outro país e, em seguida, entrar novamente nos Estados Unidos, informou o departamento.
Por enquanto, a medida não é definitiva, pois está sujeita à análise do Congresso. Caso aprovada, ela entrará em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal.
Número de vistos cresce e vira desafio para o governo
No mesmo comunicado enviado à imprensa, o DHS forneceu dados que evidenciam um aumento exponencial de vistos para estudantes e jornalistas estrangeiros no ano fiscal de 2024, que teve início em 1º de outubro de 2023. São eles:
- 1,8 milhão de admissões com visto de estudante em 2024 (11% maior que o ano anterior);
- 500 mil vistos para pessoas em programas de intercâmbio
- 37.300 vistos para membros da mídia
Para o departamento, o volume desses visitantes “representa um desafio à capacidade do DHS de monitorar e supervisionar esses não imigrantes enquanto eles estão nos Estados Unidos”, afirmou.
O DHS informou ainda que há muitos exemplos de estudantes e visitantes em programas de intercâmbio que permanecem no país por décadas com seus vistos.
Novo tarifaço
Na quarta-feira (15), o governo Donald Trump confirmou a aplicação da nova tarifa de 25% sobre alguns produtos importados procedentes do Brasil.
Com efeito a partir de 22 de julho, a tarifa é resultado da investigação de um ano conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre as políticas comerciais do Brasil, consideradas desleais.
Alguns produtos ficarão isentos, entre eles carne bovina, café e algumas peças de aeronaves, além de outros bens que os Estados Unidos não produzem, segundo informou à imprensa um funcionário de alto escalão do governo americano.