Em 11 de setembro de 2001, o gaúcho Larry Pinto de Faria Jr. presenciou o atentado terrorista que mudaria o rumo da humanidade. Na época, com 43 anos, o brasileiro trabalhava no 25º andar da Torre Norte do World Trade Center e viveu momentos de tensão.
O primeiro impacto veio quando um Boeing-767-200ER atingiu a torre norte às 8h46. No primeiro momento não se tinha dimensão da gravidade do ataque. “Pelo barulho que foi, pelo que balançou, bem que poderia ter sido uma bomba muito forte. Eu não tinha noção, naquele primeiro impacto”, lembrou em entrevista ao g1.
“A descida foi muito tranquila, muito tranquila. [...] Descemos todos sem falar com ninguém, todo mundo quietinho, sem nenhuma pessoa passar na frente da outra. Não tinha pânico”, completou.
O brasileiro percebeu a gravidade dos ataques quando chegou às ruas de Manhattan e foi avisado por um cliente que "um aviãozinho" teria atingido uma das torres gêmeas. No entanto, Larry percebeu que a situação era maior do que se imaginava.
O brasileiro teve a confirmação do que se tratava quando a torre sul foi atingida por um avião de grande porte às 9h03 e o arranha-céu veio a baixo minutos depois. O brasileiro relatou o momento de pânico.
Corrida para sobreviver
"Quando eu saí caminhando, só olhei para cima e vi aquela torre grande caindo no meio dos escombros. Comecei a correr, porque estava muito próximo do prédio. Se tivesse caído na minha direção, eu teria morrido."
Ao se deslocar para o Sul da Ilha de Manhattan, assim como as pessoas presentes, o brasileiro ouviu que outros pontos dos Estados Unidos, como o Pentágono, estavam sob ataques terroristas.
"Pensei 'os caras estão atacando os Estados Unidos'. Tem 10 mil pessoas aqui nessa praça onde estou. Se jogar um avião aqui, mata todo mundo. Era um formigueiro de gente".
Larry ficou mais de uma hora sem conseguir se comunicar com a família, ao final do dia o brasileiro chegou seguro em casa, em Nova Jersey.