Solo sobre mina da Braskem em Maceió afunda 5,7 cm em 24 horas, e total ultrapassa 2 metros

O risco de colapso do terreno permanece

A Defesa Civil de Maceió informou, nesta sexta-feira (8), que o afundamento do solo onde está localizada a mina da Braskem, no bairro do Mutange, chegou a 2,06 metros de profundidade. De acordo com o órgão, a última medição feita no local indica que o movimento de terra na região foi de 5,7 cm nas últimas 24 horas.

Diante da situação, o órgão da Prefeitura alerta que permanece o risco de colapso do terreno acima da mina 18 da Braskem. 

"Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo", diz o comunicado. 

Nesta sexta, o ritmo do deslocamento do solo voltou a crescer após duas reduções consecutivas, chegando à velocidade vertical de 0,23 cm por hora, conforme o último balanço da Defesa Civil. 

Dentre os bairros impactados pela exploração de minas, estão: Mutange, Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Farol.

ENTENDA A SITUAÇÃO DE MACEIÓ

A instabilidade no solo de Maceió foi causada pela extração de sal-gema do subsolo e ocasionou o afundamento de cinco bairros.

Após a extração do minério, as minas ficaram cheias com um líquido químico que vazou, formando vários desabamentos. Os tremores seriam também relacionados à acomodação do solo, a partir dos deslocamentos no subsolo.

A Prefeitura de Maceió e a Baskem fecharam um acordo em julho deste ano, assegurando ao Município uma indenização de R$ 1,7 bilhão por conta do afundamento. O caso teve início em 2018, data do primeiro tremor ocorrido, e prejudicou mais de 60 mil moradores.

De acordo com o órgão, os recursos serão destinados à realização de obras estruturantes na cidade e à criação do Fundo de Amparo aos Moradores (FAM).