Polícia investiga grupo suspeito de monopolizar serviços de internet em Fortaleza e na RMF

Grupo criminoso também estaria envolvido em crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.

Escrito por Matheus Facundo matheus.facundo@svm.com.br
03 de Novembro de 2026 - 20:06 (Atualizado às 20:07)
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Legenda: Operação foi deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosa Organizadas (Draco).
Foto: Divulgação/SSPDS.

Uma operação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) foi deflagrada nesta terça-feira (3) contra um grupo criminoso suspeito de tentar monopolizar a prestação de serviços de internet em Fortaleza e municípios da Região Metropolitana. Foram cumpridos 19 mandados de prisão, sendo 10 contra pessoas que estavam em liberdade e outros nove contra alvos já reclusos no sistema penitenciário. 

Os nomes dos alvos não foram divulgados, mas eles seriam integrantes da facção criminosa de origem carioca Comando Vermelho (CV). A Operação Impacto, que chegou à 12ª fase, ainda cumpriu 58 mandados de busca e apreensão. 

Além da tentativa de controle de serviços relacionados à internet, o grupo criminoso também estaria envolvido em crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo. 

A operação foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosa Organizadas (Draco), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP/PCCE) e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP)

Dois alvos que estavam liberdade eram figuras importantes dentro da teia criminosa: um homem de 35 anos, com antecedentes por tráfico de drogas e tentativa de homicídio, e uma mulher de 26 anos, com passagens policiais pelo crime de organização criminosa.

Em Fortaleza, foram feitas diligências nos bairros Quintino Cunha, Pirambu, Barra do Ceará, Jardim Iracema e Serrinha. Já na Região Metropolitana, a operação foi realizada em Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Itaitinga. 

Segundo a PCCE, essa fase da operação decorre de uma ofensiva policial realizada no bairro Quintino Cunha em março de 2025. À época, também eram investigadas ocorrências de interrupção criminosa de serviços de internet. 

Bloqueio de R$ 9,2 milhões dos investigados 

A força-tarefa também contou com uma representação da PCCE junto ao Poder Judiciário, que resultou na autorização para o bloqueio de mais de R$ 9,2 milhões das contas bancárias dos investigados. Foi solicitada ainda a quebra do sigilo de dados dos suspeitos. 

Após as capturas, os alvos foram conduzidos à sede da Draco para a realização dos procedimentos cabíveis. Agora, todos seguem à disposição da Justiça. A PCCE reforça que a ofensiva integra uma iniciativa da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para o combate aos grupos criminosos
PCCE
Em nota
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Ataques a provedores no interior 

Provedores de internet de Groaíras, cidade localizada no Sertão de Sobral, têm sofrido ataques do CV que afetaram comerciantes em geral, mas eram destinados principalmente a provedores de internet. 

As ameaças estariam partindo de líderes da facção escondidos no Rio de Janeiro. Os suspeitos já estariam identificados, e ações de inteligência estão em curso para capturar os alvos.

Comércios do município teriam sido obrigados a seguir um "toque de recolher", que fez estabelecimentos pararem de funcionar no meio da tarde. O CV emitiu "salves" nas redes sociais ordenando que lojas fechem às 15h.

Três pessoas foram presas no Ceará pelos ataques e extorsões na semana passada. Eles são investigados por crime de favorecimento ao domínio social estruturado, de acordo com a Secretaria da Segurança.

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